Após reportagem do JP, autônoma consegue verba para extrair câncer de gata

Por edicao_jp |
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Felino precisa de seis sessões de quimioterapia; família conta com ajuda da população para custear tratamento

Após reportagem do Jornal de Piracicaba, a autônoma Aline Cristina dos Santos Silva conseguiu a verba necessária para fazer a cirurgia de extração de um carcinoma (câncer de pele) em estágio avançado, localizado nas duas orelhas de sua gata Nina, em 31 de janeiro.

Entretanto, o animal precisará passar por, ao menos, seis sessões de quimioterapia para que a doença não volte a se manifestar. Com a necessidade de arrecadar fundos para o tratamento, a família está com uma rifa de um bolo de festa e um financiamento coletivo on-line em aberto.

“A Nina precisou ter a orelha esquerda amputada e parte da orelha direita removida por conta da doença. Cada sessão custa de R$ 200 a R$400, fora os exames de sangue, que custam R$ 120, de acordo com cada laboratório”, diz.

Os 100 números da rifa estão sendo vendidos a R$10. A compra pode ser feita diretamente com a Aline pelo telefone (19)999695800, bem como a transferência por PIX. O sorteio será realizado no dia 20 de março. Para quem quiser contribuir com a doação por meio do financiamento coletivo online o site é o abacashi.com/p/quimioninamaria

Entre idas e vindas em atendimentos veterinários para tratar feridas que apareciam nas orelhas de sua gata chamada Nina, Aline não tinha condições de pagar um especialista para fazer uma análise do porque elas nunca saravam. Pensou em colocar à venda seus próprios sapatos e roupas para conseguir a verba e foi nessa situação que cogitou sua aliança de casamento, o objeto de maior valor que tinha. Foi com o marido em uma loja e a vendeu por R$280. Com esse dinheiro, pagou uma consulta
e algumas pomadas.

Aline conta que a gata apareceu no telhado de sua casa entre 2017 e 2018. “Ela pariu e enquanto os filhotes eram recém-nascidos, nós subíamos pela escada e a alimentávamos”, lembra.

Após ser castrada, Nina também ficou disponível para adoção, mas por fim quem ficou como a tutora dela foi a Aline. “Um dos motivos foi porque ela tinha já naquela época algumas feridas e manchas na orelha, que com o uso de pomada e tempo, sumiam, mas as pessoas viam isso como um defeito. Então, ela me escolheu e eu me apaixonei por ela”, explica.

Desde outubro do ano passado, as pomadas e medicações não faziam mais efeito. Nina precisou fazer exames de sangue, raio x de crânio para verificar o tamanho do tumor, um eletrocardiograma e a cirurgia de extração.

Laís Seguin
lais.seguin@jpjornal.com.br

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