O saldo da balança comercial, diferença entre exportação e importação, ficou negativo em US$ 79 mi
A exportação medida na regional de Piracicaba do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) teve queda de 1,2% em janeiro de 2022 para um comparativo com o mesmo mês do ano passado. O resultado é a soma da balança comercial de Piracicaba, Águas de São Pedro, São Pedro, Santa Maria da Serra, Charqueada, Laranjal Paulista, Rio das Pedras e Saltinho. No primeiro mês de 2021, todas essas cidades venderam a outros países US$ 160 milhões. No mesmo período deste ano, as exportações totalizaram US$158,1. O movimento de recuo não assusta e está dentro da normalidade, informa o diretor regional da entidade, Homero Scarso.
“A exportação de janeiro é um resultado das acomodações de fim de ano. A variação é muito pequena e os valores são tradicionais para o período. A disposição do calendário de fevereiro deve melhorar as vendas externas com novos embarques. Quanto às perspectivas para as exportações em 2022 é possível falar sobre este primeiro trimestre, que deve ficar muito parecido com o ano passado, indicando um bom movimento para este período”, comenta Scarso.
Os principais produtos exportados foram máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (67%), produtos químicos orgânicos (10,9%) e açúcares e produtos de confeitaria (5,9%). Em janeiro deste ano, os principais destinos das exportações de Piracicaba foram Estados Unidos (29,3%), Rússia (7,3%) e Uruguai (4,7%).
IMPORTAÇÕES
Piracicaba mais as outras sete cidades da regional do Ciesp tiveram aumento de 22,2% nas importações, totalizando US$ 237,3 milhões frente ao mesmo período do ano passado com resultado de US$194,2 milhões. “Ao mesmo tempo em que as exportações caíram um pouco, as importações também recuaram. Isso porque é tradicional um aumento mensal das importações na casa dos 50%. Precisamos comprar lá fora complementos para agregar valor aos nossos produtos e exportar”, explica o diretor da entidade, Homero Scarso.
As compras no exterior também se concentraram em máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (46%), veículos automóveis, tratores (13,7%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (11,8). As oito cidades da regional do Ciesp têm como principais fornecedores Estados Unidos (30,3%), Coreia do Sul (25,4%) e China (15,9%).
Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br
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