Salati coordenou os trabalhos destinados a verificar as possíveis mudanças de clima na Amazônia, em decorrência do desmatamento; ele morreu aos 88 anos.
A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP) divulgou nesta terça-feira (8) a morte do professor Eneas Salati. Ele foi responsável pela pesquisa que indicava o nível de reciclagem de moléculas de água na Amazônia, no fim dos anos 70, sendo o primeiro a mencionar e quantificar os rios atmosféricos que formam as chuvas no sudeste do país. O pesquisador morreu no último sábado (5), aos 88 anos, em Piracicaba.
Nascido em Capivari (SP) no dia 6 de agosto de 1933, Salati formou-se na Esalq/USP em 1955. Defendeu seu doutorado em 1958 e teve destacada atuação pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), unidade da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba da qual foi diretor entre 1981 e 1985.
Ele ocupou ainda os cargos de diretor do Instituto de Física e Química da Universidade de São Carlos (USP-SC) no período 1976 a 1979, e foi diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia- (Inpa) por dois períodos.
Da Redação
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