Idosa pede socorro para comer: faltam arroz e feijão

Por Laís Seguin |
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Ação contra fome na cidade é o foco, diz Felipe Cypriano

Com arrecadação baixa e queda no número de voluntários, o Ajuda do Bem inicia o ano em campanha para auxílio no combate à fome. ‘Prato Cheio’ está arrecadando gêneros alimentícios e itens de higiene e cuidados pessoais, de xampu à remédios. A população pode contribuir deixando doações na matriz e filial do Jornal de Piracicaba – há caixas de coleta no JP na matriz (avenida Comendador Luciano Guidotti, 2.525, Caxambu) e na filial (rua Boa Morte, 1.403, Centro), sempre de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h. Para contribuir sem sair de casa, faça um PIX para 320.864.768-92 (CPF). Outras informações pelo telefone (19) 9 7112-9417, com Felipe Cypriano, um dos fundadores do Ajuda.

Em 2014, quando a rede de solidariedade começou a atuar, a demanda não passava de 10 famílias. “Começamos com a campanha do agasalho e com foco nos moradores de rua. Mas os pedidos de ajuda foram crescendo ao longo do tempo. Hoje temos muitas famílias que dependem da gente, inclusive cadeirantes, pessoas com necessidades especiais, idosos e crianças”, conta Cypriano.

Com a evolução das crises econômica e sanitária, a atual objetivo do Ajuda é proporcionar alimentação adequada e com regularidade das refeições. “Mas as doações estão muito fracas. Entendo que o início do ano é complicado porque há os impostos para pagar e compra de material escolar. Pensando que há muitos gastos no fim do ano, o começo de ano é de ‘corda no pescoço’ e as doações não chegam. Eu recebo inúmeros pedidos como o de uma senhora pedindo, nesta semana, arroz e feijão. As crianças, por exemplo, pedem achocolatado. Tem vez que é preciso tirar do nosso bolso e não temos recursos e nem fundos de governo ou de qualquer outra instituição.” O número de pessoas nesta corrente de solidariedade é outro problema. “As pessoas têm medo de criar vínculos, incluindo com os carentes.”

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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