Com viagens ao litoral aumentam riscos de casos de chikungunya em Piracicaba, aponta Saúde

Por Laís Seguin |
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Em 2022, a média diária é de duas notificações por dengue

Com a mudança de estação e a chegada de um período mais quente e com chuvas, os números de casos de dengue, zika e chikungunya voltam tendem a crescer. Ao contrário do ano passado, a Vigilância Epidemiológica de Piracicaba não registrou na primeira quinzena de janeiro, casos de dengue e das outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Segundo a Secretaria de Saúde, de 1º a 14 de janeiro deste ano, foram notificados 27 casos suspeitos para dengue e nenhum caso positivo; no mesmo período de 2021, foram 153 notificações e 46 positivos para a doença. Neste mesmo período, em ambos os anos, não foram registrados casos de zikavírus e chikungunya na cidade.

De acordo com a coordenação do PMCA (Programa Municipal de Combate ao Aedes), a maior preocupação no momento é a possibilidade da volta da chikungunya à cidade tendo em vista o grande número de casos da doença no litoral paulista. Segundo a Saúde, a preocupação é porque nessa época do ano muitos piracicabanos vão visitar as praias do litoral, onde podem ter contato com o mosquito e trazer o vírus. Dessa forma, o PMCA informou que segue atento e fazendo o trabalho de rotina com a orientação da população, eliminação de criadouros, coleta de materiais inservíveis entre outras ações que acontecem de forma ininterruptas ao longo de todo o ano.

Por conta do maior índice de chuvas nessa época do ano, há maior acúmulo de água parada, o que pode ajudar na reprodução do mosquito transmissor dessas doenças.

Também é importante ficar atento aos sintomas que podem variar nos adultos e nas crianças. Nos adultos é comum a ocorrência de febre alta (entre 39 e 40 graus) associada à dor de cabeça, prostração, dores musculares e nas articulações, bem como atrás dos olhos, vermelhidão no corpo e coceira. Nas crianças a febre alta pode vir acompanhada de apatia, sonolência, recusa da alimentação, vômitos e diarreia.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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