Medicamento em falta é essencial para controle da doença
Medicamento utilizado no tratamento contra a leucemia mieloide crônica, câncer que afeta as células sanguíneas, o Imatinibe está em falta em Piracicaba, de acordo com uma denúncia anônima ao JP feita por uma paciente que utiliza o medicamento. Se trata de um inibidor, para quem está em início do tratamento ou remissão, quando os sintomas estão reduzidos ou ausentes. A paciente alega estar com o processo interrompido por falta da medicação.
Ela conta que faz o tratamento oncológico há dois anos e que já completou um mês que o remédio não é entregue ao HFC (Hospital dos Fornecedores de Casa) para retirada. Uma caixa do Imatinibe, com 60 compridos custa em média R$ 1.400, quando genérico.
A distribuição pública do fármaco é centralizada pelo Ministério da Saúde, que o importa e repassa para as secretarias de Saúde dos estados. Depois disso, cabe a elas entregar o Imatinibe aos hospitais, para que os usuários cadastrados possam realizar a quimioterapia oral. Sendo assim, a responsabilidade pela falta do Imatinibe não se atribui ao HFC.
Dados de setembro de 2021 apresentados no Jornal Nacional já apontavam que 40% dos medicamentos de fornecidos pelo Ministério da Saúde estavam com abastecimento irregular no estado de São Paulo, aos pacientes em tratamento contra o câncer, imunodeprimidos e transplantados; 28 medicamentos estavam em estoque muito baixo e 14, indisponíveis entre eles Desatinibe e Imatinibe (Leucemia). “Sem essa medicação, corremos o risco de ter a manifestação da doença novamente,
sem contar outras pessoas que estão ainda no início do tratamento”, reforça a paciente.
Em nota, o HFC comunicou que de acordo com as últimas informações que receberam da Secretaria Municipal de Saúde, o medicamento Imatinibe está em processo de aquisição. No entanto, o JP não foi informado da previsão de quando o remédio será entregue.
Laís Seguin
lais.seguin@jpjornal.com.br
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