Prefeitura tem reorganizado o quadro de servidores diante da nova demanda para não deixar de atender a população
Nos dez primeiros dias de 2022, a Secretaria de Saúde de Piracicaba contabilizava 55 profissionais de saúde afastados devido o contágio da covid-19. O número representa 21,2% do total de afastamentos ocorridos ao longo de todo o ano passado. De acordo com a pasta, de janeiro a dezembro de 2021, 259 servidores foram afastados de suas funções por causa da doença.
A Saúde informou que o aumento do número de profissionais afastados por problemas devido a covid-19 e síndrome gripal não é uma questão isolada de Piracicaba, mas sim ‘da maior parte dos municípios brasileiros’. Segundo a secretaria informou, os profissionais afastados por motivos de doenças não podem ser substituídos, portanto, a prefeitura tem reorganizado o quadro de servidores diante da nova demanda para não deixar de atender a população ao longo do período em que o profissional está afastado por doença.
“A Secretaria reitera que tem suporte de uma empresa que fornece médicos plantonistas para atendimentos nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e que este serviço tem sido importante para manutenção da equipe completa nas quatro unidades da cidade nas últimas semanas”, informou em nota. Segundo dados referentes até o mês de setembro de 2021, fornecidos pelas secretarias de Saúde e de Educação, respectivamente, 22,44% e 26,48% servidores foram diagnosticados com o novo coranavírus no ano passado. Na saúde trabalhavam (à época dos dados) 2.049 servidores e 460 foram positivados – 214 em 2020 e 246 em 2021. Na educação trabalhavam 3.928 funcionários e 1.040 foram contaminados com a covid-19.
BOLETIM COVID-19
Nesta terça-feira, a Secretaria da Saúde registrou mais 407 novos casos confirmados de covid-19, sendo, 301 homens de dois a 70 anos e 106 mulheres de um a 93 anos de idade. Ontem, Piracicaba não registrou mortes pela doença e o total de óbito se mantém em 1.400, desde o início da pandemia. Nesta terça-feira, a taxa de ocupação de UTI-SUS (Unidade de Terapia Intensiva do Sistema Único de Saúde) ficou em 47% e a enfermaria ficou ocupada em 88%. No setor privado, a UTI teve ocupação de 10% e as enfermarias, 60%.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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