Saúde desmente e diz que bebê morto em Piracicaba não tomou a vacina tríplice viral

Por Rafael Fioravanti |
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O Setor de Imunização da Divisão de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria Municipal de Saúde, informou, nesta sexta-feira (07), que o bebê falecido esta semana em Piracicaba (SP) não veio a óbito por conta da vacina Tríplice Viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), conforme afirmou o parente da vítima em boletim de ocorrência.

"As vacinas a ela ministradas no dia 05 de janeiro de 2022 foram as seguintes: VIP (contra paralisia infantil); Pmeumocócica 10; contra Rotavírus; e Pentavalente (contra difteria, coqueluche, tétano, Haemophilus influenzae e hepatite B)", informou a Secretaria de Saúde. Portanto, as vacinas que foram aplicadas são as recomendadas para a idade da criança, de acordo com o calendário vacinal vigente no nosso país.

"Não se pode descartar uma reação vacinal, porém, jamais vinculada a uma aplicação da vacina errada. A aplicação das vacinas encontra-se devidamente registrada na Carteira de Vacinação da criança, bem como no sistema de informação do município", diz ainda a nota da Secretaria.

Assim que soube do caso, o setor de Vigilância Epidemiológica (VE) já abriu investigação sobre a causa da morte por meio de notificações aos órgãos competentes da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e IML local.

O CASO -- Conforme o Jornal de Piracicaba noticiou anteriormente, um bebê de quatro meses veio a óbito por volta das 23h30 desta quarta-feira (05). O avô da bebê disse, em boletim de ocorrência, que sua neta teria recebido a vacina tríplice viral em um posto de saúde do bairro Parque Piracicaba e que, na tarde do mesmo dia, ela teria passado mal e encaminhada ao Pronto Socorro do Vila Sônia. Posteriormente, a bebê ainda foi transferida ao HFC (Hospital dos Fornecedores de Cana), onde veio a óbito às 23h30.

O Jornal de Piracicaba conversou com o médico infectologista Dr. Tufi Chalita. Para ele, a vacina é muito segura. "A Trípice Viral é uma vacina de pouquíssimo efeito colateral. Já efeito colateral grave é raridade", comentou.

Rafael Fioravanti | rafael.fioravanti@jpjornal.com.br

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