Piracicabano fecha 2021 como o atleta mais rápido do País: ‘Foi um ano surreal’

Por Laís Seguin |
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Erik Cardoso marca 10’01 nos 100 m e vira esperança para o esporte olímpico

O ano de 2021 ficará marcado na carreira do velocista Erik Felipe Barbosa Cardoso, de 21 anos. O atleta piracicabano, atualmente defendendo as cores do Sesi-SP, atingiu marcas espetaculares que o colocaram definitivamente entre os melhores do atletismo nacional, mesmo sendo ainda da categoria sub-23. Com títulos em campeonatos nacionais e internacionais, o seu maior feito na temporada foi cravar a marca de 10’01 nos 100 metros, a segunda melhor da história do Brasil em todos os tempos – o que o coloca como o homem mais rápido do país. Para 2022, os planos do talentoso piracicabano passa pelos campeonatos mundiais dos Estados Unidos e da Sérvia.

“Foi um ano maravilhoso para mim e para minha carreira. Foi excelente em todos os aspectos. Foi um ano muito marcante, surreal em minha vida com a minha participação em diversas competições internacionais e com bons resultados”, analisou Erik, feliz com sua produção dentro das pistas. “O foco é sempre melhorar mais e mais com o apoio de minha equipe, o Sesi São Paulo”, completou.

Após finalizada a temporada, Erik voltou à Noiva da Colina para passar o final de ano com seus familiares. Porém, não deixou os treinamentos e segue uma rotina de trabalhos mesmo durante o recesso das pistas. “Mesmo aqui em Piracicaba, sigo os treinos diariamente para que 2022 seja um ano abençoado também”, contou o competidor, que tem reapresentação marcada no Sesi-SP para o dia 10 de janeiro. Até lá, pretende curtir bastante a família antes da pesada temporada que vem pela frente.

Em 2022, o piracicabano tem, entre os maiores desafios, os campeonatos mundias dos Estados Unidos (outdoor) e da Sérvia (indoor). A principal diferença entre as duas competições é que o mundial outdoor é realizado em equipamentos abertos, enquanto o indoor é em ginásios fechados e cobertos. “Meu objetivo é dar o meu melhor e representar Piracicaba e levar o nome do Brasil, conseguindo sempre o resultado dentro das pistas”, diz.

O grande resultado do ano que passou foi, sem dúvida, o recorde brasileiro e sul-americano. Com a marca de 10’01 nos 100 metros rasos, o velocista atingiu a segunda melhor marca da história do Brasil e a melhor do ano - recorde brasileiro e sul-americano. A marca, que o coloca como o atleta mais rápido do país, foi atingida no Campeonato Brasileiro de Bragança Paulista, no dia 4 de setembro.

O técnico de Erik, Darci Ferreira da Silva, elogiou o feito de seu pupilo em entrevista ao site da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo). “Acreditamos muito no potencial dele e essa marca dele é fruto do trabalho de anos”, declarou. Para se ter uma ideia do feito basta lembrar que a melhor marca do Brasil na prova ainda pertence ao multicampeão Robson Caetano, que marcou 10 segundos cravados em 1988, durante competição na Cidade do México.

Ele também conquistou em 2021 a medalha de ouro no Campeonato Sul-Americano Sub-23 e o título do revezamento 4x100 no Sul-Americano, com recorde da prova.

INÍCIO
Nascido a 3 de março de 2000, Erik começou no esporte aos 10 anos no Sesi de Piracicaba, no Projeto de Iniciação, que inclui natação, basquete, judô e atletismo. Aos poucos foi direcionado ao lançamento do disco e ao arremesso do peso. “Ele tinha muita força e potência e ficou nestas provas na categoria sub-16”, disse o técnico Darci Ferreira da Silva.

Na categoria de base, Erik ganhou prata no disco (53,74 m) e foi quinto no arremesso do peso (15,69 m) no Brasileiro Caixa Sub-16 de 2014, no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, em São Paulo. No ano seguinte, na edição de 2015, no Estádio Ícaro de Castro Mello, no Ibirapuera, foi sexto no disco, com 49,26 m, mas ganhou a medalha de ouro nos 75 m, com 8.43 (0.4), abrindo espaço para a velocidade em sua carreira.

Erivan Monteiro
erivan.monteiro@jpjornal.com.br

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