O fim da safra de cana impactou emprego com carteira
O desempenho da RMP (Região Metropolitana de Piracicaba) na geração líquida de empregos formais (contratações subtraídas das demissões) no mês de novembro foi de 764 vagas. O montante foi melhor do que o observado em outubro, quando foi atingido um saldo de 446 vagas. Segundo análise da economista Cristiane Feltre, os resultados para os meses mais recentes são ainda bastante inferiores à média observada entre os meses de janeiro a setembro deste ano, quando se registrou em média 3.000 vagas formais por mês. O grande impacto na região aconteceu pelo fim da safra de cana-de-açúcar. As informações sobre emprego com carteira assinada são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Todo balanço e dados foram compilados pela economista, que mantém a divulgação da região em suas redes sociais dentro do projeto ‘RMP em Números’. Segundo Cristiane Feltre, a agropecuária e a indústria tiveram um desempenho relativamente ruim na RMP, com saldo negativo em 1.064 e 355 postos formais, respectivamente. O mesmo foi observado pela economista para o Estado de São Paulo, que perdeu 10.470 postos na agropecuária e 3.743 na indústria.
“O resultado negativo da agropecuária é atribuído em parte à perda de postos no cultivo de cana de-açúcar e nas atividades de apoio à agricultura, o que se explica em parte pelo fim da safra de cana na região e no Estado. Por outro lado, o comércio foi responsável pela geração de 1.673 novas vagas.”
Quase metade dos municípios apresentou saldo negativo na geração de empregos na RMP, a maioria de pequeno porte: Elias Fausto (-348); Pirassununga (-312); Rio das Pedras (-168); Charqueada (-104); Rafard (-98); Analândia (-37); Iracemápolis (-7); Águas de São Pedro (-6); Corumbataí (-6); Mombuca (-1); e Santa Cruz da Conceição (-1).
Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br
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