Cuidadoras fazem alerta para atenção e cuidados de animais ao ganharem novo lar
Ter, em casa, a companhia de um animal doméstico pode representar, para muitos, uma forma de espantar a solidão. A adoção de um pet, no entanto, requer alguns cuidados. Principalmente para evitar a crescente no número de abandonos, percebida pelo projeto “Um Novo Cãomeço” composto pelas integrantes Simone Lourenço Dela Antonia e Vanessa Trevisan Costa.
A dupla abre suas casas como lar temporário para cães resgatados. Conceito relativamente recente significa que a pessoa não pode adotar, mas se compromete a acolher em casa um animal abandonado por um tempo determinado e auxiliar com alimentação, tratamento veterinário e demais cuidados.
No momento, há quatro cães adultos à espera de um lar definitivo. Para acolher outros, só é possível quando os que estão disponíveis passam pelo procedimento de adoção responsável, concluída após entrevistas e visitas aos candidatos, que elas mesmas fazem, nas quais buscam indicar o mais adequado à personalidade e rotina das pessoas.
“Filhotes exigem mais atenção, energia e disposição do adotante. Cães adultos são muitas vezes mais tranquilos e gratos, é mais o caso de adaptação ao novo lar. Já cães idosos se adaptam facilmente a rotina da nova casa. Muitas vezes o que eles querem é um cantinho aconchegante e muito carinho”, ela explica.
Um exemplo é o caso da cadela Mel, que teve sequelas de cinomose (doença canina viral e altamente contagiosa que pode levar à morte). As adotantes a escolheram cientes e em razão disso, pois querem dar uma chance a ela e uma melhor qualidade de vida.
Entretanto, Vanessa conta que “A demanda por adoção já foi maior em períodos como esse, mas atualmente a adoção tem diminuído no final do ano”. De acordo com ela, as pessoas têm usado o contexto como desculpa para abandonar seus pets quando, na verdade, a motivação para essa atitude é apenas a constatação posterior de que ter um animal doméstico é algo que dá trabalho e requer muita atenção.
A aqueles que pretendem adotar um animal de estimação está a de, antes, amadurecer bem a ideia e levar em consideração o fato de que terá uma companhia pelos próximos 10 anos. “É um planejamento em longo prazo e uma responsabilidade muito grande com um animal que, assim como as pessoas, necessita de cuidados especiais nos primeiros meses de vida; de visitas regulares ao médico veterinário; de vacinas e vermífugos, entre outras coisas”, diz.
“Não somente isso, mas como será a rotina da família com o novo membro, pensar em viagens que farão se o animal poderá ir ou não, se ficar como e com quem ficará”, complementa Simone.
Vanessa ressalta ainda que é importante avaliar a segurança da casa, se não tem rota de fuga, portões que ficam abertos ou qualquer buraco por onde eles possam passar e acessar a rua.
“Alguns cães têm instinto de fuga, ou seja, vão tentar escapar até entenderem que estão seguros e esse será o novo lar, e outros mantém esse instinto por toda vida. Por isso, é importante a família entender o animal, e também ter um espaço adequado para tamanho dele, local para dormir que seja coberto, limpo e seco”, fala.
COLABORE
Quem quiser adotar ou contribuir deve entrar em contato pelo Instagram @um_novo_caomeco. O projeto aceita também que as pessoas sejam “padrinhos” dos cães disponíveis para adoção. Ou seja, ajudar mensalmente ou pontualmente com doação de verba ou ração para manter os animais em lar temporário.
Laís Seguin
lais.seguin@jpjornal.com.br
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