Casos de dengue aumentaram 4 vezes em um ano em Piracicaba

Por Laís Seguin |
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De 1º de janeiro a 23 de dezembro foram confirmados 5.354 casos e 1 morte

Piracicaba encerra 2021 com quase quatro vezes mais casos de dengue do registrado no ano passado. De acordo com o banco de dados da Vigilância Epidemiológica do município, de 1º de janeiro à 23 de dezembro deste ano, foram confirmados 5.354 casos de dengue e uma morte. No mesmo período em 2020, foram 1.377 casos, sem óbitos. A Secretaria de Saúde destacou que os agentes do PMCA - Plano Municipal de Combate a Dengue - trabalham de forma preventiva o ano todo. Segundo a pasta, as equipes visitam todos os imóveis do município, orientando, retirando criadouros e, quando necessário, aplicando larvicida em possíveis criadouros.

Desde outubro, uma equipe da Guarda Civil acompanha os agentes para maior segurança. Além disso, há visitas constantes a pontos estratégicos, em imóveis fechados (sem moradores) e aqueles que estão em obras; todas as quintas-feiras, os agentes executam as entradas forçadas em imóveis (quando o proprietário não é localizado). Em todos os casos, quando encontrado irregularidades é feito uma notificação e auto de infração (multa).

Com a chegada das festas de fim de ano e a proximidade do Verão, a coordenação do PMCA programou ações da força-tarefa em sete regiões de maior movimento nos corredores comerciais.

De acordo com o secretário de Saúde, Filemon Silvano, o combate a dengue e ao mosquito transmissor deve ser constante. "É por isso que a Prefeitura não para com suas ações de fiscalização, conscientização e educação junto à sociedade. É preciso que todos nós entendamos o nosso papel no combate a essa doença. Estamos e vamos continuar fazendo de tudo para evitar surtos de dengue em nossa cidade", afirmou.

Nos últimos dois anos foram registrados apenas dois casos de chikungunya, sem óbitos; e nenhum caso de zikaVírus, segundo informou a Saúde.

A parceria entre a Guarda Civil e o Plano Municipal de Combate ao Aedes apresentou resultados positivos. Segundo Sebastião Amaral Campos, o Tom, coordenador do PMCA, desde que o apoio da GC começou o número médio de residências que abriram as portas aos agentes da dengue subiu 9,5%. "Nas ações localizadas em bairros, que tínhamos baixa adesão da população, o resultado foi muito positivo”, afirmou.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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