Por causa do problema, inquilinos deixaram os imóveis, segundo a proprietária, devido à insalubridade no terreno
Há um ano a bibliotecária Rosana Oriani vive um pesadelo com o refluxo de esgoto em sua casa e em outros quatro imóveis de sua propriedade em um terreno na avenida Monsenhor Martinho Salgot, no Areião. Ela disse que há seis meses tem se empenhado para resolver o problema, mas até o momento nem o Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) e a Mirante – concessionária responsável pelo tratamento de esgoto em Piracicaba, apresentaram um a solução para o problema. Ontem, as casas foram invadidas pelo esgoto que retorna pelos ralos e vasos sanitários.
Por causa do problema, os inquilinos deixaram os imóveis, segundo Rosana, por causa da insalubridade provocada pelo retorno dos efluentes na rede. “Hoje (ontem) o rapaz da Mirante veio aqui ele reclamou de eu culpá-lo pelo problema, mas eu só quero uma solução”, afirmou a moradora. Ela disse que viver na casa se tornou uma situação insuportável devido o mau cheiro e com as festas de fim de ano a situação fica ainda pior. “Eu não posso fazer nada na minha casa, nem tomar banho nem usar o vaso, não sei mais o que fazer, preciso de ajuda”, contou.
A concessionária Mirante informou que, no local, existe uma rede interna que, devido ao acúmulo de gordura, o peso das construções sobre a rede coletora de esgoto, bem como a avançada idade das instalações, em 2017 foi constatado que a rede estava danificada. À época, segundo a Mirante, foi elaborado um projeto para substituição da rede coletora de esgoto que passaria a transcorrer sob o quintal de cinco imóveis. Para isso, foi obtida autorização dos cinco proprietários. Entretanto, no momento da conclusão da obra, a Mirante não foi autorizada por um dos moradores a concluir a interligação, conforme o projeto (embora já expressamente autorizado anteriormente).
“Com isso frisamos que a concessionária tomou todas as ações cabíveis para resolução do problema, inclusive com lavagens de rede visando melhoria no fluxo de esgoto, já que não há possibilidade de novo remanejamento devido as construções existentes no perímetro e a profundidade elevada da rede existente, tendo que concluir a intervenção mencionada, para viabilizar a solução dos eventos. Aguardamos a solução dos trâmites legais para utilização da área por legítimo interesse público a ser legalizada judicialmente”, informou em nota.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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