Com a curadoria de Armando Alexandre, relatos são divididos em cinco partes
‘Isabel, a princesa que não chegou a reinar’ é o título da exposição virtual de Armando Alexandre dos Santos, colaborador do Jornal de Piracicaba e doutor na área de Filosofia e Letras pela Universidade de Alicante. Para conferir imagens e fotos, acesse ‘bndigital.bn.gov.br’, o site da Fundação Biblioteca Nacional. Dividida em cinco partes – abertura; infância, formação, casamento, vida política; libertação dos escravos: um processo que não acabou até hoje; no exílio, o amor à pátria distante; e a princesa e o herói negro – Santos introduz a icônica figura da história brasileira, sempre ligada à libertação dos escravos, destacando o posto de regente do império português ocupado por ela durante três vezes, bem como ter sido chefe de Estado por quase quatro anos. “Foi a primeira mulher a efetivamente exercer essas funções em todas as três Américas”, diz o curador da exposição.
Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon-Duas Sicílias. Este era o nome completo da segunda filha do Imperador D. Pedro II e da Imperatriz D. Teresa Cristina. Nascida em 1846, no Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, ela foi a mentora da Campanha Abolicionista no Brasil, incluindo a Lei do Ventre Livre (1871) e a Lei Áurea (1888). “Sua atuação redentora, entretanto, ficou inacabada, porque não conseguiu realizar o projeto que seria a grande obra de um Terceiro Reinado: a inclusão dos antigos escravos e seus descendentes, de forma justa e condigna, na economia e na vida social do país”, relata santos.
Não é por menos que a personalidade e inteligência da Princesa Isabel não passassem por despercebida. Há registros do seu marido, o príncipe francês Gastão de Orleans, Conde d ?Eu, ter se sentido atraído por ela justamente por seus pensamentos e reflexões. O então jornalista Assis Chateaubriand, em visita a Isabel durante seu exílio também notou a inteligência e ampla cultura.
A Proclamação da República Brasileira veio em 15 de novembro de 1889, fazendo com que a princesa e sua família saíssem do Brasil. Isabel foi para França junto com seu marido. “Somente em 1953, os corpos da Princesa Isabel e do Conde d’Eu foram transladados para o Brasil; desde 1971 repousam na Catedral de Petrópolis".
Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br
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