Presença das mulheres na estrada tem sido comum
A empresária Silvia Baldini gosta de se desafiar e classifica o ciclismo como uma maneira de enfrentar desafios. Para ela, o esporte é também uma terapia e uma forma de praticar a superação. Ela é uma das mulheres de Piracicaba adeptas ao ciclismo de estrada (road bike ou speed), modalidade que tem ganhado adeptas na cidade, como destaca a ciclista e professora de Educação Física, Silvia Augusta da Silva, a Silvinha. Ela percebeu que as mulheres têm dificuldades, algumas delas enfrentam medos para iniciar no esporte. “Ao contrário do homem que tem a coordenação, malícia desde a infância, de sair com a bicicleta, muitas mulheres não tiveram essa vivência e liberdade de pedalar, saber virar o rosto, sinalizar, tirar a mão do guidão”, destacou.
Diante dessa constatação, há cinco anos Silvinha passou a ministrar aula e treinamento para pessoas que decidem iniciar no ciclismo. Segundo ela, a grande parte dos grupos que ela atende é formada por mulheres.
“Como sou professora e gosto de ensinar, as mulheres têm uma delicadeza e, às vezes, é preciso fazer com elas percam o medo de obstáculos como curvas e descidas”, explicou.
Até pouco tempo, era raro ver mulheres nos grupos que praticam o ciclismo de estrada. Silvinha disse que começou sozinha e foi adquirindo a experiência – que hoje é passada às alunas – por conta própria. Silvinha informou que apesar de o número de adeptas ter aumentado, ainda é pequeno diante das praticantes do mountain bike.
Ela revelou que começou a dar aulas para pessoas iniciantes e foi percebendo que a maioria era mulheres que o namorado ou marido comprou uma bicicleta, começou a pedalar e decidiu presentear a esposa ou namorada com uma bicicleta para incentivar a prática de um esporte. “A mulher acaba gostando e quer melhorar o condicionamento e a técnica”, contou a professora acrescentando que é nesse momento que ela entra em ação.
De acordo com a professora, as aulas são voltadas às pessoas que precisam iniciar no ciclismo e geralmente são as mulheres que têm mais necessidade de acompanhamento profissional.
“Quando eu consigo quebrara essa barreira dos medos, eu vejo que meu ensinamento está completo e a gente vai subindo degrau por degrau , em geral elas têm medo de muitas coisas e quando a barreira do medo é quebrada, isso é muito gratificante”, afirmou.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
LEIA MAIS