Verão começa hoje: o dia mais longo e a noite mais curta do ano; clima é imprevisível, diz Travnik

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Fenômeno La Niña pode deixar irregular temperatura e chuvas; Astrônomo dá dicas de como se proteger

O Verão começa hoje (terça-feira), mais precisamente às 12h59 da tarde (horário de Brasília). Também será o dia mais longo do ano, com duração de 13 horas e 35 minutos. Por volta das 13h04 o Sol estará praticamente a pino em Piracicaba, e os objetos e pessoas não projetarão sombra. Quanto ao clima, o fenômeno La Niña está de volta e só vai perder força na Primavera de 2022. Os efeitos deste fenômeno são imprevisíveis tanto na nossa região, Sudeste, como no Centro-Oeste. As informações são do astrônomo Nelson Travnik.

“No hemisfério Sul, onde nos encontramos, a estação de maior duração é o Inverno e de menor duração, o Verão. Isso acontece porque as estações do ano não apresentam a mesma duração devido ao movimento elíptico da Terra ao redor do Sol, que apresenta valores diferentes em decorrência da Lei das Áreas, de Johannes Kepler. É, pois, o fato de a Terra estar inclinada 66° 33’ em relação ao plano de sua órbita que faz com que a luz solar incida diferentemente nos dois hemisférios. Se não fosse essa inclinação, não haveriam estações do ano. Percorrendo caminhos diferentes no céu durante o ano, já notou que o Sol ilumina sua casa de modo diferente”, questiona Travnik.

Sobre a previsão climatológica, o astrônomo diz que, no Amazonas, haverá chuvas mais abundantes, e maior precipitação no Nordeste. No Sul, as temperaturas sobem e há maior ocorrência de secas.

“O calor no Verão se caracteriza pela interação da umidade continental equatorial com a umidade oceânica trazida pelo forte aquecimento diurno, o que resulta em pancadas de chuva, eventualmente granizo, trovoadas, ventos fortes e relâmpagos. Nesse caso, estando ao ar livre, procure um abrigo. Dentro de casa, evite tomar banho, usar chuveiro, torneira elétrica, usar telefone e ligar motores elétricos. Fora de casa, afaste-se de cercas de arame, linhas telefônicas, campos abertos, árvores muito altas, piscina, lagos, praias, postes e lugares altos. Nos últimos anos, tem aumentado a incidência de raios e com isso o número de mortes”, observa o astrônomo.

Para aproveita a época mais quente do ano com saúde, Travnik recomenda beber muita água para manter o equilíbrio do organismo. Ter prudência quanto ao mormaço quanto a achar que, diferente da incidência direta dos raios solares, o calor não prejudica a pele. “O Sol em excesso provoca câncer de pele e bronzeador solar não deve ser usado em hipótese alguma. É um erro supor que a epiderme pode ser recuperada após ter sido exposta ao Sol. Antes de se expor ao Sol, procure um dermatologista para ter um receituário correto para a sua pele”, diz, lembrando de evitar os raios solares em períodos de pico.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

LEIA MAIS

Comentários

Comentários