Prefeitura apura quebra de contrato na merenda; Estado confirma fim de convênio

Por Laís Seguin |
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Há problemas quanto à qualidade dos alimentos, troca de nutricionista e falta de acompanhamento das merendeiras

A prefeitura abriu, no último dia 3, processo interno contra a atual empresa operadora da merenda, sinalizando a possibilidade de quebra de contrato. Para 2022, a Secretaria Estadual de Educação confirmou o fim de convênio entre São Paulo e Piracicaba na gestão da alimentação nas escolas estaduais. A prefeitura alega ter pleiteado um volume de recursos maior em R$ 40 milhões por parte do Estado, que ofereceu R$ 28,8 milhões. A presidenta do CAE (Conselho de Alimentação Escolar), Alessandra Siqueira, classifica a situação como descaso e informa sobre reunião aberta na prefeitura nesta segunda-feira (13), às 18h30, convidando o secretário municipal de Educação, Gabriel Ferrato.

Ontem, houve uma reunião com cinco diretores de escolas estaduais. De acordo com a Secretaria de Educação, mais 15 escolas estaduais funcionarão em 2022 no sistema PEI (Programa de Ensino Integral), gerando aumento no valor do serviço classificado pela Pasta como expressivo. A secretaria se comprometeu a manter a alimentação escolar até o fim do ano letivo de 2021.

Porém, um novo contratempo está correndo nos bastidores da Educação: ontem (quinta-feira) foi publicado no DOM (Diário Oficial do Município) a instauração de processo administrativo para apurar uma infração contratual cometida pela Della Fattoria Alimentare, que estaria afetando a execução do contrato. A Secretaria de Educação foi questionada sobre o assunto e a empresa também, ambas não prestaram quaisquer esclarecimentos. Segundo apuração da reportagem do JP, a empresa peca na qualidade dos alimentos, faz trocas contínuas de nutricionistas e não acompanha o serviço das merendeiras.

A secretaria municipal informou também sobre a previsão de uma nova reunião entre o prefeito Luciano Almeida (DEM) e o secretário de Estado da Educação, Rossieli Soares da Silva, quando será abordado novamente o fim do convênio – sinalizando a possibilidade de retomada do convênio. “Sinto muito pelas crianças e até pelos educadores, pois, são eles que sofrem com toda essa insegurança alimentar que afetará o desempenho escolar. Pode ser que a situação se reverta. Esses processos [de licitação] demoram. E se chegar fevereiro e não tiver empresa contratada”, questiona a presidenta do CAE. A assessoria do Estado não informou sobre previsão de abertura de licitação.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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