Morto há 1 ano, Chico colaborou com vários projetos
A Câmara Municipal de Piracicaba e o Comdef (Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência) lançaram nesta sexta-feira (3) o documentário “Chico Pirata: Vida e luta pela pessoa com deficiência”, em homenagem ao piracicabano Francisco Nuncio Cerignoni, um dos maiores ativistas da causa PCD no Brasil. Chico passou a atuar na militância a partir dos anos 1980, luta que perdurou por mais de 30 anos e foi marcada pela escrita de livros na área e representação internacional, por meio da FCD (Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência). O homenageado ocupou a presidência dos conselhos municipais e estaduais e teve grande contribuição para elaboração do estatuto da Pessoa com Deficiência do Estado, de 2015. Chico morreu em dezembro de 2020 de complicações da síndrome pós-poliomielite.
A produção faz parte das ações do programa Parlamento Aberto, da Câmara Municipal de Piracicaba. O vereador e presidente da Casa, Gilmar Rotta (Cidadania), destacou que Chico colaborou com o projeto Câmara Inclusiva, em 2019, quando a Casa iniciou a ampliação da acessibilidade em seus prédios. “Ele participou de várias visitas, percorreu os espaços, orientou servidores e indicou o caminho que nós tínhamos a percorrer no processo de adequação”, pontuou.
Chico também colaborou para que fosse instituído o Comdef (Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência), um espaço de participação democrática que realiza ações como o acompanhamento, monitoramento, avaliação e a fiscalização das políticas destinadas à pessoa com deficiência. “Ele hoje é uma pessoa que fica na história do movimento de luta, como um dos grandes incentivadores da busca pela inclusão” disse o atual coordenador da entidade, Wander Viana dos Santos.
Para a presidente do CEAPcD (Conselho Estadual de Assuntos da Pessoa com Deficiência) Letícia Françoso, Chico Pirata é referência internacional. “O legado dele é isso que nós temos hoje,é a LBI (Lei Brasileira de Inclusão), é a Secretaria da Pessoa com Deficiência, é o Conselho Municipal, porque tudo isso que existe hoje tem o dedo do Chico”, disse. A secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Euclídia Fioravante, lembra que Chico também atuou na elaboração da Lei Orgânica do Município. “Tinha uma concepção antiga da pessoa com deficiência, ela citava pessoas portadoras de deficiência, e eu junto dele, ajudei a transcrever uma concepção mais atual e mais social”, comentou.
Da Redação
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