Todos os setores encolhem na criação de empregos

Por Laís Seguin |
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Outubro de 2021 teve resultados aquém do mesmo período em 2020 para comércio, indústria e serviços

A geração de emprego em todos os três principais setores – indústria, comércio e serviços – de Piracicaba foram mais fracas no mês passado frente a outubro de 2020. Os números são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados ontem (terça-feira) pelo Ministério da Economia. Apesar de perder a força na criação de novas vagas, o número de pessoas empregadas cresceu 6,6% em Piracicaba no comparativo entre os 10 primeiros meses de 2020 e 2021. Até novembro, o mercado de trabalho na cidade esteve com quase 200 mil trabalhadores atuantes. Entretanto, com base no PEA (População Economicamente Ativa) piracicabano, cerca de 77,4 mil pessoas aptas estão fora do mercado formal.

O setor de serviços foi o que mais sofreu neste novembro: não contratou o mesmo volume que demitiu e encolheu em cinco vagas; em 2020 o saldo entre novas contratações subtraídas das demissões resultou na abertura de 214 postos de trabalho.
O comércio também encolheu quase a metade para novembro do ano passado e este, com saldo de 332 caindo para 148 atuais. A indústria também não conseguiu chegar ao patamar do décimo mês de 2020, fechando o período com a abertura de 277 vagas frente as 345 realizadas no ano passado.

A boa notícia é a de que o número de pessoas empregadas saiu do patamar mais próximo dos 100 mil para encostar nos 200 mil: até outubro passado, a cidade empregava 112.508 trabalhadores, agora, está com um estoque de 119.974 mil empregados. O desempenho local acompanha a última análise feita pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

“As estimativas (..) revelam que o processo de recuperação do mercado de trabalho brasileiro vem se consolidando nos últimos meses, repercutindo a forte expansão da ocupação e seus efeitos positivos sobre a redução do desemprego, mesmo em um contexto de aceleração da taxa de participação [pessoas em busca de um trabalho]”, diz trecho da Carta de Conjuntura.

Sobre o reaquecimento da economia, o Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo) fez um estudo recente mostrando que 2021 as compras de produtos menores e de bens duráveis está mesmo enfraquecida. O termômetro foi o período promocional da Black Friday, um dos piores resultados históricos. Os motivos são a ausência do incentivo financeiro que ocorreu no ano passado, inflação de dois dígitos e deterioração do poder real de compra do consumidor.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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