Em 7 meses, dois ciclistas morreram em vias públicas

Por Laís Seguin |
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Principais avenidas da cidade não têm ciclofaixas

Na noite de 23 de abril, o ciclista Anderson Cleyton de Souza, 39, morreu atropelado no cruzamento das avenidas Armando de Salles Oliveira com a Torquato da Silva Leitão, no São Dimas. Ele foi atingido por um carro dirigido por uma médica, que não parou para prestar socorro. Sete meses depois, na manhã desta segunda-feira, José da Costa Gonçalves, 57, seguia de bicicleta pela avenida Comendador Luciano Guidotti, quando foi atingido por um ônibus.

Em comum, a morte dos dois homens evidenciam a falta de segurança que os ciclistas enfrentam no trânsito de Piracicaba. Nas avenidas onde ocorreram os acidentes fatais, não há ciclovias ou ciclofaixas. Para quem se arrisca pedalar na cidade, o sentimento é de insegurança e também de empatia.

Após tomar conhecimento da morte do aposentado José da Costa, o estudante e microempreendedor individual, Gabriel de Castilho Valdo, lançou uma petição on-line para que o Poder Público instale ciclovias. Até as 20h desta terça-feira (23), o documento digital reunia mais de três mil assinaturas. “Comecei ela hoje (ontem) de madrugada, após saber do que ocorreu com o ciclista. Hoje também vi que tem uma mais antiga de dois anos atrás, ai ‘linkei’ junto na petição que havia criado”, contou o estudante.

Para ele, são necessárias ciclovias nas principais avenidas de fluxo, como Independência, Centenário, Dona Francisca, Volet Sachs, entre outras. Segundo ele, são vias que têm um trânsito muito intenso e são as formas mais rápidas de se chegar de um ponto a outro da cidade usando a bicicleta.

O aposentado Manoel Fernandes, morador no Jupiá, se queixa de não ter espaço para ciclistas no Parque da Rua do Porto, um dos pontos turísticos da cidade.

Ele destacou que o local é destinado a pedestres, mas considera importante uma área em que os ciclistas possam trafegar.

Fernandes também aponta a falta de ciclovias para quem mora em bairros. “Aqui no campo (de futebol) do Jupiá também não há ciclovias, eu gosto de andar de bicicleta, mas é preciso ter mais segurança”, afirmou.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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