Auxílio Brasil deixa dúvidas quanto ao atendimento da população e futuros pagamentos

Por Laís Seguin |
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A transição dos programas de transferência de renda, do Bolsa Família para Auxílio Brasil, preocupa a Smads (Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social) em três frentes: inclusão de toda a demanda, continuidade dos pagamentos e acesso ao ambiente tecnológico. Por ora, 100 pessoas cadastradas no programa anterior não estão no Auxílio Brasil. Segundo a secretaria, 11.180 estavam na base do último benefício pago, em outubro, enquanto que 11.008 estão habilitadas atualmente para o novo auxílio.

“Há uma certa apreensão, porque não se tem segurança que este novo programa incluirá todos que precisam e se será perene, ou seja, se terá continuidade após 2022. Outra preocupação da Smads está relacionada à questão do Cadastro Único por aplicativo, que pode ser uma forma de exclusão, já que uma parte da população atendida não está familiarizada com novas tecnologias e pode ser alijada do processo.”

Por ora também está ‘engessado’ a inclusão no sistema de mais pessoas para distribuição de renda, alerta a secretaria ao ser questionada sobre como a administração municipal pode auxiliar os mais carentes. “No atendimento no Cras (Centro de Referência de Assistência Social) sempre há [orientações, como] se a pessoa se enquadra. Neste momento, porém, só se faz ou atualiza o Cadastro Único, porque não está aberta a inserção de novos beneficiários, já que o auxílio, apesar de estar sendo pago, ainda não está regulamentado”.

Conforme o Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União, o Bolsa Família trazia para a cidade, ao mês, mais de R$ 2 milhões. O programa anterior pagava de R$ 41 a R$ 892, já o que entrará em vigo aumentará os valores de R$ 65 a R$1.102.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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