O inquérito policial que apura o atropelamento, que causou a morte do ciclista Anderson Cleyton de Souza, de 39 anos, retornou à delegacia, a pedido do Ministério Público para novas “diligências”. A vítima teria sido atingida pelo veículo Tiguan conduzido por uma médica pediatra, em 23 abril de 2021, na avenida Armando Salles de Oliveira, esquina com a Torquato da Silva Leitão, no São Dimas. A médica foi indiciada por homicídio culposo, omissão do socorro e fuga do local do acidente.
O advogado Rodrigo Correa Godoy que defende a família do ciclista disse que o inquérito policial ainda não foi finalizado. “O Ministério Público pediu esclarecimentos aos peritos criminais sobre alguns detalhes sobre a perícia. Por enquanto, o caso ainda está na fase de inquérito policial”, disse o defensor.
A investigação foi conduzida pelo delegado Vagner Rogério Romano que entendeu que há indícios de autoria. “A perícia foi realizada, apesar do local não ter sido preservado, pois a vítima foi socorrida, mas conseguiram alguns vestígios no local que foram importantes para o esclarecimento das circunstâncias. Constatamos que a investigada seguia em seu veículo na faixa da esquerda, quando fez uma conversão à direita e atingiu a bicicleta da vítima”, disse o delegado na ocasião.
A assistente de laboratório químico, Joselaine Alves de Almeida, irmã do ciclista, relatou que a família continua abalada com o trágico atropelamento. “A gente ainda não conseguiu a liberação para colocar uma bicicleta em um poste próximo ao acidente e estamos aguardando. É o que nos resta”, desabafou. Sete meses se passaram desde o acidente que vitimou o irmão, com quem era muito apegada. “Amanhã (hoje) tenho mais uma consulta com o psiquiatra. Ainda estou muito emotiva”, completou. A médica não foi localizada pela reportagem.
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Cristiani Azanha
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