Moradores reclamam de ‘ecoponto improvisado’

Por Laís Seguin |
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Acúmulo do material causou a proliferação de escorpiões e pernilongos, que invadem as casas vizinhas

Moradores do bairro Perdizes, próximos à avenida Aguaí, esquina com a rua Botucatu, reclamam de um ‘ecoponto improvisado’ que há dois anos ocupa uma área de aproximadamente oito mil metros quadrados. Segundo eles, diariamente são descartados caminhões de entulhos, restos de vegetação e até pneus. O caminhoneiro Nilson Medeiros contou que fez mais de 15 reclamações no SIP – Serviço de Informações à População – 156 e nunca obteve resposta ou a administração municipal tomou alguma atitude em relação ao descarte. O morador relatou que o acúmulo do material causou a proliferação de escorpiões e pernilongos que invadem as residências vizinhas à área.

Medeiros disse que os vizinhos cuidavam da área, com plantio de grama e de árvores, porém, a construtora Pontualli cercou o local e passou a depositar o material diariamente. O morador gravou um vídeo de um caminhão da empresa descarregando restos de vegetação. Em nota, a Pontualli Construtora e Engenharia informou que ‘o local é utilizado como canteiro de obras para execução do contrato vinculado à concorrência 18/2020, licitação vencida pela empresa e que prevê a realização de obras de infraestrutura do loteamento residencial Santa Rita’. Segundo a construtora, a utilização do local conta com a ciência e autorização da prefeitura para fins de uso como canteiro de obras, onde se desenvolvem operações de apoio a obra, como a guarda de equipamentos e insumos, bem como o descarte temporário de entulhos. A empresa acrescentou que ‘é a terceira e última etapa da obra, e como já realizado nas anteriores, finalizados os serviços, o local será totalmente limpo e o material levado a descarte em local devidamente certificado’.

Apesar de não responder quanto a autorização para o descarte, a prefeitura informou que tem um registro do dia 18 encaminhada à Divisão de Resíduos Sólidos da Sedema, informando o problema. “A Sedema já encaminhou um fiscal para notificar o proprietário, pois a responsabilidade pela limpeza da área interna ao terreno é da construtora, sendo que a limpeza da área externa, que cabia à Sedema, já foi realizada”, informou. “Informamos que, a partir da notificação, o proprietário tem sete dias para executar a limpeza do terreno, se ele não fizer a limpeza será multado, o valor da multa depende do volume e do tipo de entulho”, acrescentou.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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