De acordo com a Arpen, de janeiro a outubro deste ano, foram realizados 1.838 casamentos na cidade
Impulsionados pela confiança proporcionada pelo aumento da vacinação e pela diminuição do número de óbitos causados pela covid-19 em todo o Estado, os casamentos voltaram a crescer em Piracicaba após um período de queda expressiva no ano passado. Dados levantados pela Arpen/BR (Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Brasil) apontam crescimento de 33,2% entre janeiro e outubro de 2021 em comparação com o mesmo período do ano passado.
De acordo com a entidade, de janeiro a outubro deste ano, foram realizados 1.838 casamentos heteroafetivos em Piracicaba, ante os 1.380 registrados no ano passado, quase 500 uniões a menos. Os números registrados em Piracicaba contrastam com os do Estado de São Paulo. Nos dez primeiros meses deste ano, foram realizadas 181.954 celebrações civis, frente a 152.178 matrimônios realizados no ano passado.
Na avaliação da Arpen, a tendência de alta começou a ser verificada em abril, quando os números de 2021 ultrapassaram os de 2020. Naquele mês, totalizaram-se 15.622 casamentos, enquanto em 2020, quando a pandemia já estava instalada no País, os números foram fechados em 9.330. Já o maior crescimento percentual se deu de agosto para setembro, quando os casamentos aumentaram 22,7%. Em Piracicaba, houve uma queda de 40% nos matrimônios no primeiro semestre de 2020, quando comparado com os seis meses de 2019.
ADIAMENTOS
Em julho de 2020 o publicitário Marcelo Pompeo e a despachante aduaneiro Lívia Almeida falaram ao Jornal de Piracicaba sobre o adiamento do casamento previsto inicialmente para setembro de 2020. Com a pandemia de covid-19, o casal adiou para abril de 2021, data em que o matrimônio também não pode ser realizado ainda por causa da crise na saúde. No terceiro adiamento, os noivos esperam concretizar o sonho na próxima sexta-feira (26). Por causa dos adiamentos, casal contabiliza prejuízos com agencia de viagem e de amigos que vivem na Itália e perderam passagens compradas com antecedência.
Também contabilizando prejuízos, mas confiantes na concretização do projeto de vida, o advogado Fernando Barbosa e a estudante de direito e estagiária Sthefane Santos Brito se casam no dia 12 de março do próximo ano. A união estava prevista para setembro de 2020, foi adiada para fevereiro de 2021 e remarcada para o próximo ano. Na segunda data, Barbosa disse que os convites chegaram a ser distribuídos. “Estava tudo pago, viagem agendada, tivemos prejuízos com a agencia por conta da alteração da data da viagem”, lembrou o advogado.
Ele contou que, por causa da morte da mãe de um dos padrinhos, a cerimônia no religioso foi adiada para 2022. O casal, que faria o casamento religioso com efeito civil, se casou apenas no cartório. Mesmo diante da diminuição dos casos de covid-19 no Estado de São Paulo, os protocolos de segurança sanitária para as celebrações seguem mantidos nos cartórios, como o limite de pessoas na cerimônia, o distanciamento, a exigência de máscara e distribuição de álcool em gel, medidas que também fazem com que os noivos se sintam mais seguros para retomar os planos adiados por causa da pandemia.
A retomada dos casamentos acontece às vésperas de dezembro, tradicionalmente o mês onde é realizado o maior número de casamentos no Brasil, sendo o preferido para as celebrações, uma vez que coincide com as férias coletivas de trabalhadores, férias escolares das crianças, assim como o recebimento do décimo terceiro salário, sendo o período ideal para as cerimônias e
viagens de lua de mel.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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