Exportações crescem 25%, mas balança continua deficitária

Por Laís Seguin |
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Conforme Ministério do Comércio Exterior, as importações foram maiores em US$ 4,52 mi em outubro

A balança comercial de outubro para Piracicaba mostra alta nas exportações de 25%. As importações cresceram mais, atingindo a casa dos 44%. A cidade continua baseando suas vendas ao mercado internacional no comércio de tratores e automóveis, com clientes nas Américas do Norte e Sul, Europa e Oceania. Na outra ponta, o mercado local ainda traz de outros países componentes para montar seus principais produtos de exportação – o que indica uma lacuna no desenvolvimento das indústrias piracicabanas à falta de competitividade com os preços dos nossos principais exportadores, Ásia e América do Norte. O comparativo de desempenho foi feito entre os meses de outubro de 2021 e de 2020. Os números foram divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

As exportações somaram US$ 258,86 milhões no mês passado contra US$ 206.98 milhões fechados no mesmo período de 2020. A categoria Bulldozers, angledozers, niveladoras, raspo-transportadoras (scrapers), pás mecânicas, escavadoras, carregadoras e pás carregadoras, compactadores e rolos ou cilindros compressores, autopropulsores foi responsável pela venda de US$ 165,81 milhões.

Já as importações atingiram a soma de US$ 263,38 milhões em outubro agora, ampliando o nível alcançado no ano passado de US$ 178,30 milhões. O destaque aqui é a compra de partes e acessórios dos veículos automóveis, itens que totalizaram uma compra de US$ 27,48 milhões no décimo mês de 2021 contra US$ 23,16 milhões.

Em uma avaliação recente sobre os cenários piracicabano e brasileiro, o gerente regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Homero Scarso, disse que ainda não é possível falar em recuperação da indústria. “Nossos produtos de exportação são de alto valor agregado, como máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos. Portanto, necessitam que tenhamos importações de componentes para montagem e posterior retorno aos compradores”, explica o dirigente. Mesmo vendendo produtos mais caros, Piracicaba ficou com um déficit comercial de US$ 4,52 milhões. A tendência acompanhou o verificado para o Brasil: as importações superaram as exportações em US$ 30,3 milhões.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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