Futebol varzeano resiste com rateio de arbitragem

Por Laís Seguin |
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Associação está animada para reaver metade das equipes

O futebol amador está dividindo as contas para pagar a arbitragem e fazer acontecer as partidas neste ano. E a conta é salgada: conforme edital recente da prefeitura para contratação do serviço, o valor estimado para 933 jogos é de R$ 347,93 mil, uma média de R$ 372,91 por partida. Com a sinalização da disponibilidade de juiz e toda organização das súmulas, as entidades do futebol amador correm também para atrair de volta seus filiados. Uma delas, a Associação Varzeana de Futebol – que tem previsão de realizar sete campeonatos na cidade em 2022 – chegou a ter 100 equipes, mas, por conta da pandemia, só ficou com a metade deles.

“Tá vivo, sobrevivendo”, assim começa a entrevista ao JP com o vice-presidente da associação, Odivaldo Daragone, sobre a situação do futebol amador na cidade. Animado com a Copa da Várzea, que está andamento e tem previsão de término em 5 de dezembro, ele conta que fez a solicitação de arbitragem à administração municipal. “Mas, vamos usar esse serviço só no ano que vem. A licitação demora a sair e tem todos os trâmites para finalizar.”

Por ora, a Copa da Várzea, já em sua sexta rodada da fase de classificação com quatro chaves, tem como destaque o time New Boys, da região da Pauliceia. Para fazer a competição acontecer, houve um rateio entre os times para pagar a arbitragem. “A pandemia foi terrível. As equipes dispersaram. Nem amistosos pudemos fazer. Agora, estamos nos reunindo novamente e acredito que, a partir de janeiro e fevereiro, começamos a resgatar as equipes”, prevê Daragone, que também é o responsável pelos campeonatos da associação.

O pregão para a arbitragem do varzeano acontece no próximo dia 4 e inclui Campeonato Rocha Neto, Liga Piracicabana, Associação S. Copa, Associação Varzeano, Trentino, Tiroleza e Interpira. Sobre o papel da Selam (Secretaria de Esportes, Lazer e Atividades Motoras) nas competições, a assessoria informa que a atuação é de apoiadora. “Acompanhamos as condições [dos campos de futebol] e contamos com a cooperação dos organizadores dos campeonatos e usuários dos espaços. A Pasta faz a gestão conjunta dos locais com outras secretarias, como as de Obras e Meio Ambiente.”

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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