Caminhoneiros prometem greve a partir do próximo dia 1º
Em um mês, o preço máximo da gasolina comum vendida em Piracicaba subiu 8,33%, podendo o consumidor pagar até R$ 6,499 o litro do combustível fóssil. Atualmente, o combustível pode ser comprado por R$ 5,759 a R$ 6,499. Os dados constam no levantamento periódico da ANP (Agência Nacional do Petróleo).
Os efeitos do último reajuste autorizado pela Petrobrás, de 8,9% no fim de setembro, parecem chegar ao varejo nesta semana. Nesta terça-feira, a reportagem do JP foi informada sobre aumento de 6% do preço em um posto da região do Campestre com base na alta praticada na refinaria.
Segundo a Síntese dos Preços Praticados em Piracicaba divulgada pela ANP no período do dia 10 a 16 deste mês, os três preços mais em conta da gasolina foram encontrados nos postos do Jardim Caxambu (avenida Comendador Luciano Guidotti, 1.867), Centro (rua Governador Pedro de Toledo, 1.589) e Paulista (avenida Doutor Joao Conceição, 1.200) por, respectivamente: R$ 5,759, R$ 5,797 e R$ 5,899.
GREVE
De acordo com representantes dos transportadores rodoviários, a categoria vai iniciar paralisação nacional em 1º de novembro, caso o governo federal não atenda às reivindicações do setor em 15 dias, contabilizados a partir do último dia 16.
“Tem de haver resposta concreta para o caminhoneiro. A resposta está na mão do governo”, disse o presidente do Sindicam (Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira), Luciano Santos. A decisão foi tomada neste último fim de semana durante assembleia no 2º Encontro Nacional dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas, realizado no Rio de Janeiro.
“Estado de greve significa dizer para o governo Bolsonaro que o prazo de três anos que ele teve para desenvolver e melhorar a vida do transportador autônomo não foi cumprido. Ainda serão dados mais 15 dias para que a pauta de reivindicações seja aplicada para os caminhoneiros”, afirmou também em discurso no evento o diretor da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística), Carlos Alberto Litti Dahmer.
Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br
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