Para driblar os efeitos da pandemia, escola investiu em dois sistemas para aulas on-line
A Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) já formou mais de 16 mil profissionais desde 1901, ano da sua fundação. Pioneira na pós-graduação na USP (Universidade de São Paulo), já titulou mais de 10 mil mestres e doutores. “O que oferecemos, além de uma sólida formação teórica e prática, são carreiras interligadas diretamente às grandes questões agrárias do Brasil e do mundo. Nossos estudantes carregam um legado acadêmico direcionado para transformar conhecimento em riqueza para o bem público”, destaca o diretor da instituição, professor Durval Dourado Neto.
Durante a pandemia, a USP, de maneira geral, procurou manter a qualidade do ensino de graduação e pós-graduação. “Para atender às demandas sociais, foi oferecida infraestrutura tecnológica e contamos com o engajamento da comunidade acadêmica para seguirmos com as atividades de ensino, pesquisa e extensão”.
Para garantir a qualidade do ensino, a PRG (Pró-Reitoria de Graduação trabalhou com duas plataformas de ensino a distância: o e-Disciplinas, que controla desde a organização das turmas até a avaliação on-line, e o e-Aulas, para publicação de aulas em formato de vídeo. Para auxiliar os professores no uso destas ferramentas, a Pró-Reitoria disponibilizou um guia básico para ensinar como transmitir conteúdo das aulas pela internet.
Outro aspecto que confere qualidade ao ensino de graduação e pós-graduação oferecido na Esalq são as parcerias que a escola mantém com instituições internacionais. A partir dos cerca de 80 convênios mantidos com instituições de mais de 30 países, todos os anos a Esalq recebe estudantes estrangeiros e também envia seus alunos para enriquecer a formação em várias partes do mundo.
“Mantemos programas de dupla diplomação com escolas da França e por conta disso o intercâmbio de alunos é grande nessa via. Mas além desse país, recebemos e enviamos estudantes e docentes para países como Eua, Argentina, Peru, Alemanha, Holanda, Japão, Chile, China, Itália, Austrália, Moçambique, Angola, entre outros. Com a China, aliás, acabamos de instalar o Centro de Inovação para Agricultura China-Brasil”, detalha o diretor da Esalq.
Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br
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