Uma em cada quatro empresas fecha antes de completar dois anos

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

“Taxa de mortalidade das empresas é alta, porque aqui se aprende na prática a montar e a gerir um negócio”

Estudo do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) paulista aponta que uma em cada quatro empresas registradas com CNPJ fecha antes de completar dois anos no mercado e os desafios com gestão comercial são os principais motivos deste cenário. Modelo de acompanhamento empresarial através de indicadores aponta como bater a meta de vendas e reverter esse quadro.

Esse prazo de vida tão curto entre os novos negócios também engloba micros e pequenas empresas (MPE), que são responsáveis por 50% dos empregos com carteira assinada no setor privado e por 27% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com a pesquisa Sebrae do Estado de São Paulo. O levantamento ainda aponta que quanto menor for o negócio, maiores são as chances de fechar as portas em curto prazo.

Na avaliação do empresário do setor de marketing, Vanderlei Souza, 'um acompanhamento empresarial ajuda a implantar e a acelerar estratégias de alavancagem de negócios para pequenas e médias empresas'.

Ele também destaca que a falta de capacitação para formar empreendedores no Brasil tem um impacto direto na sobrevivência de uma companhia.

'A taxa de mortalidade das empresas no Brasil é alta, porque o empresário aprende na prática a montar e a gerir um negócio. Isso não é ensinado na faculdade ou em cursos práticos. Porém, às vezes, não há tempo para aprender a fazer uma boa gestão, porque quebra antes. Isso aconteceu comigo na minha primeira empresa que quebrei em 2014' relata Vanderlei Souza.

Fatores

Para Vanderlei Souza, a falta de um apoio ao empreendedorismo no ensino superior é um dos fatores responsáveis pela dificuldade de formar empresários de sucesso no Brasil.

Um estudo do Sebrae e da Endeavor Brasil, intitulado 'Empreendedorismo nas universidades brasileiras', mostra que a intenção de empreender aparece apenas em 25% dos universitários.

Embora o levantamento seja de outubro de 2016, Vanderlei considera que as faculdades precisam ter um maior direcionamento para formar empresários.

“Durante o curso de engenharia na faculdade, não tive nenhuma disciplina com foco na gestão empresarial. Isso acontece também porque poucos assumem o risco de gerir uma empresa, o que torna a graduação mais direcionada para formar funcionários do que empreendedores”, explica.

Acompanhamento de alguns especialistas ou negociar com acionistas experientes mostrando que sua empresa pode dar lucro com uma mentoria da pessoa pode ser de grande ajuda em manter o negócio.

Da Redação

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