Um crescente número de empresas vem perdendo a continuidade dos negócios em virtude das alterações na economia e do mercado consumidor com menor poder aquisitivo, o que tem elevado o endividamento delas e até provocado o encerramento de suas atividades. Além dos fatores externos, outra causa desse problema é a ausência de controle e gestão financeira. Muitas empresas de pequeno e médio porte, embora conheçam a importância de gerenciar um fluxo de caixa como ferramenta indispensável para tomadas de decisão, não o utilizam. O controle do fluxo de caixa permite que os administradores do negócio possam entender melhor quais são as atividades mais custosas para a empresa, a alocação de recursos, encontrar lacunas financeiras, compreender onde se localiza o maior ponto de receita para a organização. Fluxo de caixa é um tipo de controle da movimentação financeira num determinado período de tempo considerando entradas e saídas de dinheiro a partir de registros detalhados. Para tornar o processo mais eficiente, todas as receitas e despesas, por menores que sejam, precisam ser registradas. Em pequenas empresas, é comum que esse registro comece por planilhas, porém o mais recomendável é avançar rumo a ferramentas mais completas, como um sistema de gestão on-line. Por exemplo: numa estratégia para atrair clientes, uma empresa decidiu realizar uma semana de descontos especiais. Como retorno, ao fim do período, vendeu 25% a mais do que o previsto, atingindo um faturamento de R$ 85 mil. Ao registrar as receitas e as despesas do período, identificou que a promoção fez seus gastos crescerem e, somando todos os valores envolvidos, encontrou um custo total de R$ 80 mil. O que parecia um lucro relevante escondia falhas na estratégia, as quais, por pouco, não deixaram o saldo negativo. Destacam-se, a seguir, as principais etapas para montar um fluxo de caixa. A primeira delas é verificar o que sua empresa possui em caixa, ou seja, o saldo inicial. Depois é importante estipular o período de tempo do fluxo de caixa semanal e mensal. Para isso, é preciso definir o prazo em que serão feitos os lançamentos, o fechamento, a análise e o acompanhamento do processo. Num segundo momento, devem ser identificadas todas as receitas e despesas que o negócio possui, receitas de clientes, outras receitas, pagamento de funcionários e fornecedores, aluguel, luz, etc. Em seguida, é necessário lançar as informações levantadas no fluxo de caixa, com a respectiva data de vencimento de cada receita e de cada despesa. Após o lançamento dessas informações, é possível manter a organização e a previsão de entrada e saída de caixa, além de, é claro, auxiliar na efetivação dos pagamentos dentro do prazo, o que consequentemente evita multas e juros. Procure separar as receitas e as despesas em categorias, as quais podem ser criadas de acordo com a sua necessidade de análise. Fique atento para que todas as entradas de caixa do período estipulado sejam registradas no período programado. Caso o recebimento seja parcelado, os valores das parcelas devem ser registrados, de modo que permitam a visualização de como a empresa estará nos períodos subsequentes. Dê baixa em todas as saídas de caixa referentes ao período e mantenha os lançamentos atualizados, para não deixar nenhum valor sem registro. Para finalizar essas etapas, utilize um sistema ou aplicativo para a manutenção de seu fluxo de caixa. Após entender a importância do controle do fluxo de caixa para o negócio e ter as informações necessárias sobre como elaborá-lo, coloque essa tarefa em prática, a fim de conquistar e manter o lucro almejado.
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