A decisão judicial para a entrega imediata de uma pastora que foi resgatada da garagem de uma residência na Vila Rezende, pela Guarda Civil, em dezembro de 2020, gerou indignação dos ativistas da causa animal. A protetora e vereadora Alessandra Bellucci (REP) considera a necessidade de que os animais possam ser vistos de uma maneira diferente e não apenas como "coisas".
Na época, a equipe do deputado estadual e delegado Bruno Lima (PSL) esteve na residência para acompanhar a ação da Guarda. Um vídeo foi gravado e mostrou que a cadela ficava na garagem em meio a fezes e sem vasilhas de água ou comida.
Nas redes sociais, o parlamentar escreveu que a decisão é inaceitável. "A Justiça determinou que um dos nossos resgatados de maus-tratos volte para seus antigos "tutores", alegando que o animal era bem cuidado", postou Bruno Lima.
A coordenadora do Setor de Direito Animal da Guarda Civil, Renata Caetano disse que na época do resgate a tutora aceitou fazer o termo de doação do animal e o boletim de ocorrência sobre o caso foi registrado na UPJ (Unidade de Polícia Judiciária).

"A responsável pela casa disse que a pastora pertencia ao marido que estava preso na época, depois disse que seria do filho que assinou o termo de doação. No entanto, pouco tempo depois ela entrou na Justiça pedindo a tutela do animal", disse Renata.
A assessora do deputado Roberta Dias Lima disse que na ocasião pediu a carteira de vacinação, mas a antiga tutora alegou que não tinha. "Atualmente, a pastora está em uma casa ampla, com um gramado imenso e convive muito bem com outras duas vira-latinhas. Não é justo para que ela volte no antigo espaço", afirmou Roberta.
De acordo com a decisão judicial, o magistrado considerou que pelas filmagens considerou que o animal estava em ótimas condições físicas, em que pese ter sido acomodado em local sujo e apertado. O só fato de ter se alimentado e bebido água quando oferecidos não é sinal de maus-tratos. A sujeira pode ser rapidamente eliminada", cita o juiz.
A vereadora, que ficou responsável pelo animal já pediu prazo para recorrer da decisão e está sendo acompanhada pela equipe jurídica do deputado Bruno Lima, em conjunto com a Comissão de Proteção dos Animais da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Piracicaba, por meio do advogado Luiz Maluf Zaidan.
A reportagem tentou entrar em contato com a antiga tutora, mas ela não foi localizada.
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