Você tem cuidado do seu coração?

Por Larissa Anunciato |
| Tempo de leitura: 3 min

No Dia Mundial do Coração,o alerta é sobre a prevenção a doenças como arritmia, infarto e AVC

Doenças cardiovasculares são sempre um assunto sério, pois afetam um dos principais órgãos vitais dos seres vivos: o coração. Foi devido à essa preocupação e ao alerta de cuidar deste órgão Foi a que a Federação Mundial do Coração (World Heart Federation) escolheu o dia 29 de setembro para celebrar mundialmente o Dia do Coração, desde o ano 2000. A Sobrac (Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas) e a Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) relembram que a data, comemorada amanhã, tem o objetivo de divulgar os perigos das doenças do coração e prevenir possíveis ataques. A doença cardíaca e o acidente vascular cerebral são as principais causas de morte no mundo, com 17,3 milhões por ano.

Segundo a Socesp, 30% de todas as mortes no País, o que corresponde a 400 mil óbitos por ano, são devido a problemas ou complicações cardíacas. As doenças do coração podem ser variadas, mas as mais conhecidas são síndromes isquêmicas agudas, como o infarto agudo do miocárdio, a angina instável e arritmias cardíacas. Os infartos e os AVCs têm como principal vilão a dislipidemia (anomalias nos níveis de gordura no sangue, como o colesterol elevado), este problemas está por trás de 51% dos infartos (não necessariamente letais).

Já as arritmias cardíacas provocadas por distúrbios na formação e na condução dos impulsos elétricos que promovem os batimentos e o ritmo de funcionamento do coração. Normalmente, são 70 a 100 batimentos por minuto. Quando há menos de 50 batimentos por minuto, chama-se bradicardia e acima de 110 batimentos por minuto temos a taquicardia. Em ambos os casos,o compasso (ou ritmo) do coração está correto.

Elas estão entre as doenças do coração mais comuns. Elas atingem mais de 20 milhões de brasileiros e são responsáveis por mais de 300 mil mortes súbitas ao ano no país, segundo a Sobrac.

A arritmia éodescompasso
dos batimentos, ou seja, ou batem muito rápido ou muito devagar ou intercalam entre elas.
O médico cirurgião cardiovascular Luciano Jannuzzi Carneiro lembra que o ritmo é tão
importante quanto o número de batidas. “Não só a frequência de batimentos por minuto, mas também a sincronia adequada dos impulsos elétricos, são fundamentais para que o coração funcione bem”, diz o especialista. As taquiarritimias (descompasso + aceleração) podem ser tratadas com medicações e, em alguns casos, com o uso de CDI (cardio desfribrilador implantável). O CDI trata as taquiarritmias graves através da entrega de choques de alta energia (cerca de 30 a 40 joules), quando a arritmia grave é detectada pelo dispositivo.

Para as bradiarritmias (descompasso + lentidão) não há medicação e elas devem ser tratadas com o uso de marcapasso, que entrega estímulos elétricos de baixa energia, imperceptíveis ao paciente, no ritmo adequado que os batimentos devem manter. Por conta da pandemia, diversas pessoas pararam de investir em sua própria saúde, motivo que preocupa o presidente da Socesp, João Fernando Monteiro Ferreira. “A partir do ano passado,o medo da infecção pela covid-19 fez muitos cardiopatas, cerca de 14 milhões de pessoas, desfocarem do problema. O resultado foi o abandonado de tratamentos clínicos ou cirúrgicos, atividades físicas deixadas de lado, alimentação desequilibrada, descontrole de peso, da pressão arterial, do colesterol e do diabetes e até o excesso do consumo de cigarros”, completa.

Fazer exercícios frequentes e ter uma alimentação sem excessos de gordura, cigarro ou álcool, impedem o números de infartos, por isso o cuidado com o coração é diário.

Larissa Anunciato
larissa.anunciato@jpjornal.com.br

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