Comunidade acredita que o bairro deveria ser contemplado pelo itinerário do transporte público municipal
Moradores do Jardim Residencial Altafin, próximo ao Dois Córregos, convivem diariamente com a poeira ocasionada pelo fluxo constante de veículos no prolongamento da rua Jornalista Tim Lopes, que não é pavimentado.
O prolongamento da rua ocorreu em outubro de 2017, com o objetivo de ligar a Dr. Alexandre Guimarães dos Santos com a Travessa Batista Formaggio, a pedido de moradores e lideranças da região. Havia conflitos constantes no trânsito em razão de motoristas que entravam na contramão no bairro, cujas vias são estreitas.
A reivindicação da pavimentação do trecho existe desde então. Os moradores chegaram a solicitar a melhoria pelo SIP-156, com protocolos, mas alegam que a prefeitura nunca os deu retorno. A maioria tem residência na rua há mais de 30 anos e em frente
as suas casas têm asfalto.
“Nós nos sentimos abandonados, esquecidos aqui no bairro. Estamos ao lado de uma região importante, com empresas, comércios e ninguém olha para o nosso problema. Quando chove sofremos, quando o tempo está seco sofremos mais ainda com
problemas respiratórios por conta do pó”, disse a moradora Rosângela Maia.
Além disso, por estar afastado do centro de Piracicaba, o transporte coletivo é um serviço essencial para quem não possui meios próprios de locomoção, no Jardim Altafin. No entanto, usuários reclamam da atual oferta de ônibus no bairro e solicitam mudanças que favoreçam o deslocamento de forma mais ampla na cidade.
A comunidade acredita que o bairro deveria ser contemplado pelo itinerário do transporte público municipal. Atualmente, os moradores tem que se deslocar a pé por cerca de 3km, até o ponto de ônibus mais próximo, o que leva aproximadamente 15
minutos para ser concluído. “Quando precisa buscar atendimento médico, isso atrapalha muito porque aqui no bairro tem muita criança”, reforça a moradora Agna Farias.
Outras melhorias e resolução de problemas que interferem no dia a dia dos moradores, também são solicitados. “Aqui tem a falta de luz na entrada do bairro. Quando anoitece fica impossível enxergar algo”, finaliza Rosângela.
Laís Seguin
lais.seguin@jpjornal.com.br
LEIA MAIS