Piracicaba tem mais 11 centros de combate ao fumo

Por Laís Seguin |
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Palestra na USF IAA 1 com o grupo de antitabagismo

No Brasil, 443 pessoas morrem a cada dia por causa do tabagismo. R$125.148 bilhões são os custos dos danos produzidos pelo cigarro no sistema de saúde e na economia e 161.853 mortes anuais poderiam ser evitadas. Quanto às mortes anuais atribuíveis ao tabagismo: 37.686 correspondem à Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, 33.179 à doenças cardíacas, 25.683 a outros cânceres, 24.443 ao câncer de pulmão, 18.620 ao tabagismo passivo e outras causas, 12.201 à pneumonia e 10.041 ao acidente vascular cerebral. As informações são do Inca (Instituto Nacional do Câncer).

O tabagismo é uma doença crônica de dependência química da nicotina, presente no tabaco, e faz parte do grupo de transtornos mentais e comportamentais pelo uso de substância psicoativa. Em Piracicaba, a Secretaria de Saúde mantém 30 Cratods (Centros de Referência de Atendimento a Tabaco, Álcool e Outras Drogas), sendo que 11 deles foram credenciados neste mês.

Segundo a coordenação do programa antitabagismo na cidade, para ter acesso ao serviços a pessoa interessada deve procurar sua unidade de saúde de referência – no bairro onde mora – e solicitar adesão à enfermeira responsável pela unidade.

O programa oferece atendimento individual ou em grupo. Aos pacientes atendidos pelo programa e que necessitam de tratamento com medicamentos, a Secretaria de Saúde disponibiliza de forma gratuita por orientação médica nas farmácias municipais.

“Nossa intenção é ampliar ainda mais o acesso das pessoas que têm o interesse em abandonar o vício, principalmente do tabagismo. Estes centros estão preparados, com equipe capacitada para atender todos os piracicabanos que estejam dispostos a isso”, lembrou Filemon Silvano, secretário de Saúde.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o tabaco causa diferentes tipos de inflamação e prejudica os mecanismos de defesa do organismo. Fumantes têm um risco de duas a quatro vezes maior de contrair doença pulmonar pneumocócica invasiva, associada à alta mortalidade. Além disso, o risco de Influenza (gripe) é duas vezes mais alto e mais grave em tabagistas, em comparação aos não fumantes.

No caso da tuberculose, fumantes têm duas vezes mais chance de contrair a infecção, sendo quatro vezes maior o risco de óbito. Além disso, o tabagismo aumenta, e muito, o risco de câncer de boca, um dos tipos mais comuns entre fumantes - 70% das pessoas com câncer de boca fumam, conforme o Inca.

Fernanda Moraes
fernanda.moraes@jpjornal.com.br

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