Lei para auxiliar contaminados não passa na Câmara
Do início da pandemia até agora, 1.500 servidores municipais da saúde e da educação contraíram o covid-19 em Piracicaba. Para dar suporte às categorias, dois projetos de lei (PL) de autoria do vereador Gilmar Rotta (CID) apresentaram propostas de gratificação como forma de corrigir prejuízos funcionais por conta das alterações na dinâmica de trabalho geradas pela pandemia. Entretanto, a Comissão de Legislação, Justiça e Redação da Câmara – formada pelos vereadores Josef Borges (Solidariedade), André Bandeira (PSDB) e Laércio Trevisan Júnior (PL) – deu parecer contrário aos dois PLs. Agora, ambos projetos voltarão à pauta da plenária e estarão na votação da sessão camarária de hoje, a partir das 19h30. Os PLs também motivaram manifestação ocorrida às portas da Câmara nesta última segunda-feira.
Segundo dados das secretarias de Saúde e Educação, respectivamente, 22,44% e 26,48% servidores foram diagnosticados com o novo coranavírus. Na saúde trabalham 2.049 servidores e 460 positivados – 214 em 2020 e 246 em 2021. Na educação trabalham 3.928 funcionários e 1.040 foram contaminados com o covid-19. Segundo a assessoria do Legislativo, os pareceres contrários aos PLs apontam vício de iniciativa e cabe ao Executivo propor tais medidas.
TRIBUNA POPULAR
Nem porta-vozes e nem representantes das entidades foram recebidas na sessão parlamentar no início da semana.
O Sindicato dos Servidores de Piracicaba se juntou ao Conespi (Instituto do Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba) para pedir a liberação do uso da Tribuna Popular na Câmara com base no decreto que liberou o retorno do atendimento ao público nos órgãos da administração direta e indireta. Nem porta-vozes e nem representantes das entidades foram recebidas na sessão parlamentar no início da semana. O JP questionou o Legislativo sobre perspectiva de abertura da tribuna e, caso não fosse possível, que populares pudessem gravar vídeos e participar virtualmente das sessões camarárias. A assessoria discorreu sobre referências em saúde, reuniões internas periódicas sobre flexibilização e apontou a existência da pandemia para não abrir as sessões aos cidadãos – sobre a participação virtual, nada foi comentado, apesar da insistência da reportagem.
Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br
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