Você já sentiu algum incomodo após digerir alimentos como frutos-do-mar, pães, peixes e laticínios? Se sua resposta for sim, pode ser que você tenha algum tipo de intolerância alimentar.
Mais comum do que se imagina, algumas pessoas reagem de forma diferente a determinados componentes alimentares, dando origem a reações que, por muitas vezes, são confundidas com alergia. Por isso, nem sempre é tão fácil assim identificar.
No post de hoje, vamos explicar o que é intolerância alimentar, quais são suas causas, sintomas e tratamento. Acompanhe.
O que é intolerância alimentar
A intolerância alimentar é uma resposta negativa do nosso organismo a determinados tipos de alimentos. Pessoas com intolerância alimentar possuem incapacidade de absorver determinados nutrientes e digerir alguns tipos de alimentos.
Isso acontece porque o corpo reage diminuindo sua produção de enzimas, tornando a digestão mais lenta.
Desta forma, o excesso de substâncias dos alimentos no organismo provoca reações que causam inflamações e desconfortos gástricos, com os sintomas: cólicas, inchaço, aumento de peso, prisão de ventre, náuseas e diarreia.
Diferença entre intolerância alimentar e alergia alimentar
Muitas pessoas confundem intolerância alimentar, com alergia. A semelhança pode até ser notada, devido à restrição alimentar. No entanto, as patologias se diferem em relação à intensidade das reações e tempo de manifestação.
As alergias alimentares, geralmente, se manifestam na infância nas primeiras experiências com o alimento alergênico e suas reações são mais graves. Entre os sintomas mais agudos estão a falta de ar e arritmia, visto que o organismo reage como uma situação de ameaça, como se o alimento fosse tóxico.
Já a intolerância alimentar é uma disfunção digestiva que pode surgir a qualquer momento, sendo mais frequente com o avanço da idade. Trata-se de uma disfunção do processo digestivo na absorção de nutrientes, que causa acúmulo de substâncias no organismo que geram desconfortos e inflamações.
Tipos de intolerância alimentar
De acordo com pesquisa realizada no Reino Unido, com uma amostra de 10 mil pessoas, os principais alimentos causadores de intolerância alimentar, são:
- Aditivos alimentares: como realçadores de sabor, aromatizantes, corantes e conservantes, que são alimentos industrializados e que aumentam o nível de reatividade no organismo.
- Alimentos de origem animal: são as carnes vermelhas, frango, mariscos, ovos, leites e derivados. Normalmente, as proteínas animais possuem digestão mais lenta, são mais gordurosas e facilitam o processo de inflamação no organismo.
- Castanhas: algumas oleaginosas possuem uma substância chamada aflatoxina, que pode resultar em alergias ou intolerâncias graves no intestino.
- Cevada, trigo e centeio: o glúten, substância presente nesses alimentos, também apresenta problemas de digestão e é inflamatório, para algumas pessoas.
- Refrigerantes: A intolerância já é causada pelo excesso de açúcar e sódio. Porém produtos à base de cola, café e chocolate, devido substancias presentes na cafeína e no cacau, causam uma maior intolerância no organismo, geralmente, com sintomas de enxaqueca.
Principais sintomas da intolerância alimentar
Os sintomas desse distúrbio geralmente aparecem logo após o consumo dos alimentos que causam a reação.
Há também níveis de intolerância, algumas pessoas, mesmo que intolerantes, ainda conseguem consumir esses alimentos em quantidade pequena, sem aparentar sintomas.
Identificar os sinais que causam a intolerância alimentar, pode ajudar a orientar o médico nos exames e tratamentos corretos. Veja abaixo alguns sintomas comuns dessa patologia:
- Azias e náuseas
Essa é uma reação comum de intolerância alimentar. O organismo pode querer expulsar os alimentos que não são bem digeridos ou estimular os efeitos que levam a azia e queimação.
- Cansaço
Por conta do processo inflamatório originado pelo acúmulo de substâncias não digeridas, o organismo precisa de muita energia para produzir defesas. Por isso, o sintomas de cansaço, desgaste e falta de energia é comum em pessoas com intolerância alimentar.
- Dores de cabeça e musculares
Alguns alimentos provocam reações químicas em nosso organismo, logo dores de cabeça, enxaquecas, dores musculares e nas articulações são comuns.
- Inchaço e dores abdominais
Os restos de alimentos que não são absorvidos pela disfunção fermentam em nosso intestino, causando: inflamações, constipação e acúmulo de gases. Tudo isso resulta nas famosas dores abdominais e inchaço.
- Manchas e coceiras
É muito comum quando o seu corpo está trabalhando em algum processo de defesa, que as evidências apareçam em forma de manchas, vermelhidão, espinhas e coceiras na pele.
- Diarreia e prisão de ventre.
Algumas intolerâncias alimentares, como a lactose (um tipo de açúcar presente no leite de vaca e em derivados), causam reações que deixam o intestino sensível, provocando diarreias.
A constipação também pode acontecer em casos de intolerância alimentar, já que o processo intestinal fica preso, tentando processar aquele alimento que não foi bem digerido.
Como diagnosticar e tratar a intolerância alimentar
É muito importante observar os sinais que o seu corpo emite ao consumir determinados tipos de alimentos. Caso, você sinta algum dos desconfortos ou sintomas citados acima, procure um médico ou gastroenterologista – um especialista que trata de doenças do aparelho digestivo.
Como não existe nenhum exame específico que detecta esse problema, o médico pedirá exames de sangue. Um deles é o IgG, que permite analisar as alterações, além de investigar o quadro para identificar e tratar a possível reação.
A intolerância alimentar não tem cura e nem tratamento próprio. O que acontece na maioria dos casos, é a modificação dos hábitos alimentares, com a substituição e restrição de determinados tipos de alimentos.
Entretanto, existem alguns medicamentos que podem ser utilizados como método complementar no tratamento.
Porém, vale ressaltar: eles não curam a intolerância, apenas minimizam as reações em caso de ingestão dos alimentos reativos.
Com o avanço do acompanhamento, o médico pode vir a sugerir recolocação gradual dos alimentos, para testar a reação do organismo.
Alguns pacientes conseguem reagir bem ao teste e voltam a incluir os alimentos em sua rotina, mas com moderação e o auxílio de remédios. Entretanto, outros podem elevar o nível da intolerância e seguir uma dieta restrita para sempre. Tudo depende da resposta do organismo de cada um.
Da Redação
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