A porteira Neide Rosa de Moraes Silva, 41 anos, foi assassinada a facadas pelo companheiro, um pedreiro de 33 anos, no apartamento do casal, em um condomínio, no Parque Pavan, em Sumaré, por volta das 5h30 desta segunda-feira (13). Após o assassinato da mulher, ele teria tentado se matar, mas foi socorrido para um hospital daquela cidade. A enteada da vítima, uma adolescente de 15 anos presenciou o crime e gritou por socorro. O caso foi registrado como feminicídio, na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher.

Quando os policiais militares chegaram no apartamento Neide, que foi ferida na região do pescoço já estava morta e o agressor estava sendo socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ao Hospital Estadual daquela cidade, onde permanece sob escolta policial. De acordo com a Polícia Civil, o acusado foi submetido a cirurgia.
Os peritos do IC (Instituto de Criminalística) de Americana constataram que a mulher tinha dois ferimentos provocados por faca na região do pescoço.
A filha do acusado alegou aos policiais civis que estava dormindo em um dos quartos do apartamento, quando acordou durante a madrugada com um grito de Neide. Quando abriu a porta, visualizou a madrasta caída na sala, ensanguentada, mas ainda respirava. Já seu pai, o autor, teria se lesionado com a faca. A jovem disse que gritou por socorro, e foi ajudada pelos vizinhos que acionaram o Samu e a Polícia Militar.
A irmã da vítima também esteve na DDM para informar mais detalhes sobre a rotina do casal. Ela relatou informalmente que Neide reclamava que seu relacionamento de seis anos com o acusado não estava bem, mas nunca relatou casos de agressões. A apuração sobre o caso será conduzida pela delegada Nathália Alves Cabral.
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Cristiani Azanha
crisazanha@jpjornal.com.br