Cérebro, emoções e comportamento

Por edicao_jp |
| Tempo de leitura: 3 min

Cabe na palma de nossa mão, mas seus neurônios conseguem fazer mais combinações que o número de átomos existentes no Universo. Além de muitas outras funções, ele é o responsável por influenciar nosso comportamento emocional. O cérebro. Um dos nossos maiores enigmas, que reúne mais de 85 bilhões de células nervosas comandando ações de forma simultânea. É nele que tudo acontece e a ciência já reconhece, também, a poderosa influência da mente sobre o corpo.

Pois bem, na contramão deste raciocínio, vemos grande parte da humanidade direcionando a atenção apenas no corpo, na beleza física, no material, como se quiséssemos resolver os problemas de uma árvore corrigindo ou cuidando apenas de suas folhas.

Vamos além? Assim como nosso corpo físico tem seus órgãos, nossa mente também tem: são as emoções, órgãos do nosso corpo psíquico. Portanto, sentimentos ou pensamentos negativos, palavras sufocadas, situações mal resolvidas, frustrações, mágoas, traumas, não geram apenas desconforto ou stress. O assunto é mais sério. A cada situação não resolvida em nossa mente, uma bola de neve com poder devastador, começa a ser gerada e com o passar do tempo vai encontrando algum endereço no corpo para iniciar seu ataque, culminando no que damos o nome de “doenças psicossomáticas”. Não se engane, o estado de nossa saúde está profundamente e diretamente ligado ao nosso estado mental.

Então, fica fácil entender que manter uma vida saudável fisicamente (atividade física, alimentação, sono, regras, cuidados, etc.) é muito importante, mas se você cuidar de tudo isso, mas não cuidar da mente, certamente vai adoecer e o processo é simples: o corpo avisa quando sentimos dor, cansaço ou temos alguma doença e é dessa forma que nossa mente nos comunica que algo está errado com o gerenciamento de nossas emoções.

Raiva, alegria, medo, paixão, tristeza e uma série de emoções mal elaboradas ou trabalhadas no passado ou no presente, causam alterações em todo o organismo, como por exemplo liberando ou inibindo a produção de substâncias, como adrenalina, cortisol e serotonina. Estas experiências ficam guardadas dentro de nós e se refletem no nosso corpo. Além disso, situações mal resolvidas em nossa mente podem causar uma série de doenças, de leves até fatais, todas já catalogadas pela ciência.

Aos poucos, as pessoas estão buscando mais informação a respeito do gerenciamento das emoções e procurando ajuda na terapia, fazendo uma limpeza no “lixo” interior, organizando o psíquico e buscando um encontro consigo mesmas, ressignificando pontos que as estão impedindo de ter ou realizar sonhos, serem felizes e protagonistas de suas vidas.

O corpo (e nossa vida) são consequências diretas do nosso emocional. Pensamentos geram sentimentos, que geram comportamentos. Precisamos aprender a nos conhecer melhor, nos aceitar, ter um bom relacionamento conosco e com os outros, entender o valor do amorpróprio (que não é egoísmo), sendo mais compreensivos e tolerantes. Diminuir críticas, exigências e aumentar o acolhimento, de dentro para fora, num coerente e inteligente amadurecimento emocional.

“Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente.” (Jiddu Krishnamurti).

Em quais cenários e influências seus pensamentos e emoções estão orbitando?

LEIA MAIS

Comentários

Comentários