Ex-presidente do Semae diz que é mentira dívida milionária

Por edicao_jp |
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Françoso classificou a parceira com a Mirante como positiva e que isenções merecem estudos

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) ouviu nesta semana o ex-presidente da autarquia de serviços de saneamento, José Rubens Françoso, que atuou na gestão de Barjas Negri (2017-2020). Ele afirmou que o déficit do Semae de R$ 2 milhões é uma informação mentirosa, mas que a isenção de tarifas “é uma questão que precisa ser bem estuda e melhor entendida”. As informações são do gabinete da vereadora Rai de Almeida (PT), presidenta da CPI.
Sobre o contrato de parceria público privada (PPP) realizada pelo Semae com a Concessionária Mirante, o depoente declarou que foi fundamental para que a cidade pudesse avançar na questão do sistema de distribuição de água e tratamento de esgoto, o que a autarquia não conseguiria executar sem apoio. “Dizer que o Semae deve R$ 2 bilhões é uma mentira. É só ver o contrato”, disse Françoso sobre dívidas do serviço com a Mirante.

As isenções, conforme apontou o JP anteriormente, gera perda anual de receita de R$ 30 milhões. O ex-presidente da autarquia destacou que Semae e a Mirante só recebem pela água e pelos serviços faturados, devendo ambas dividirem também tal redução de caixa. “A Mirante só recebe o que o Semae fatura”, afirmou.

“As pessoas dizem: igreja não paga água. Não é verdade, não é bem assim. A lei diz qual é o critério. Não me lembro todos assim de cabeça. Mas, por exemplo, se um ‘pastor’ reside naquele hidrômetro [na casa de onde se faz a leitura do consumo], ele não tem direito”, comentou.

As oitivas da CPI seguem na próxima semana com engenheiros do Semae, a serem convocados nos próximos dias.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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