“Somos cromo-somos”

Por Walter Naime | 10/09/2021 | Tempo de leitura: 3 min

O que há de mistérios no mundo é tanto que não raro ficamos perdidos nas incertezas colocadas à nossa frente, precisando de muitas reflexões para colocarmos novos focos como objetivo.

O homem foi capaz de sair das cavernas e pisar no solo lunar. Não é preciso dizer que levou um tempo entre a saída e pisada em locais que vislumbram o nosso entendimento. Para isso além dos esforços foi necessário novas tecnologias para enfrentar o desconhecido a que se propunha.

Esse tempo entre a saída e a pisada foi desenvolvido pela curiosidade e necessidade conduzida pelo caminhar da vida no planetinha chamado Terra, nossa casa de origem e moradia.

Dentro do dimensionamento do “tempo da existência” tudo isso não passou de uma piscada de olhos, apesar de alguns momentos estarem fechados à compreensão dos fatos.

É necessário frisar que isso só pode acontecer graças à dinâmica humana através de suas sementes: “os cromossomos”, dando expansão e velocidade ao crescimento populacional.

Não se pode negar que o desenvolvimento humano no que diz respeito ao intelecto, fruto do seu cérebro que hoje é considerado o melhor computador com resultados que nos impressionam a todo momento no desenvolvimento de seus recursos.
Em todas as áreas o cérebro humano, tem provado imensa capacidade de resolver problemas e até de criá-los, dependendo das necessidades.

Nessas horas é que devemos estar alertas, não dando chance ao mal, na sua tendência de ser usado indevidamente como ferramenta para atingir metas prejudiciais à sociedade, pois é dele que depende o sucesso.

Como vemos, é deslumbrante os produtos e resultados cerebrais, no campo da pesquisa, no campo da ciência, no campo da praticidade, no campo da resiliência, no campo da comunicação, no campo da sua reprodução, no campo das artes, no campo das leis, no campo da alimentação e no campo psicológico. Em todas elas em que aparece a vida, está presente a religiosidade.
Até agora falamos de uma parte do ser humano dando ênfase as coisas em que ela aparece mais pelo exercício mental, apesar do seu aperfeiçoamento orgânico ter aparecido através de culturas esportivas.

Há de se considerar que o ser humano com tudo que encerra de potencial “físico cerebral”, não deixa de ser um animal, explicado por alguns como fruto divino, e por outros como resultado da evolução darwiniana, criando uma polêmica saudável.
De qualquer forma, sendo um animal está sujeito a todas as circunstâncias e intempéries que a vida pode apresentar no decorrer de sua existência.

Assim permanece existindo como “animal-cerebral”, graças as suas defesas naturais e artificiais, comprovando a lei do “mais adaptável” no cumprimento do seu objetivo, pois não passou de alimento de animais predadores e não passou de guerreiro na sobrevivência com os próprios irmãos. Hoje em dia continua ser atingido na parte animal por muitas doenças, endemias e pandemias, como atualmente pelo coronavírus, esse inimigo invisível.

Muitos exemplos de lutas estão nos arquivos históricos.

Diante do exposto, contudo o que o ser humano representa de grandiosidade, não pode ainda deixar de ser animal, parte que sustenta todas suas demais estruturas, sem mencionar a espiritual que está sempre presente no caminho da sua permanência.
Notamos que todos os tipos de vida que estão inseridos no “homo-sapiens”, são interdependentes, porém o que deu sustentação e aparecimento dos outros foi o animal, por isso é que podemos nos estabelecer na resposta de “Como somos?”. Somos cromossomos com toda a humildade. “Somos como somos”.

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