Ações que vão de redução de perdas d'água e aumento de reservatórios a campanhas de conscientizações estão entre as medidas adotadas para manter o abastecimento normalizado e incentivar a economia.
O Consórcio PCJ liberou aos municípios e empresas membros da entidade seu novo boletim sobre a disponibilidade Hídrica nas Bacias PCJ, no qual alerta uma possível crise hídrica e recomenda sensibilização da comunidade. O consórcio atenta para a confirmação dos cenários que os técnicos têm simulado, o que deve ocasionar redução do armazenamento de água no Sistema Cantareira, importante manancial para a bacia e a Região Metropolitana de São Paulo, com potencial dos reservatórios adentrarem o mês de dezembro com apenas 20,20% de seu volume útil. Some-se a isso que desde a última quinta-feira (2), o Sistema não recebe mais o reforço das vazões do reservatório Jaguari, no Paraíba do Sul (também popularmente conhecido como Igaratá) por já ter atingido sua outorga máxima, o que ao lado da ocorrência em sequência de um novo La Niña, irá pressionar ainda mais o volume de água reservada no Cantareira.
O documento apresenta que as vazões de afluência aos reservatórios na atualidade estão em níveis muito similares aos verificados durante a crise hídrica de 2014, considerada a pior ocorrência climática da série histórica. As chuvas durante todo o ano de 2021 seguem com precipitações abaixo da média e, de acordo com a Nota Técnica do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), o trimestre de setembro a novembro deverá apresentar um volume total de chuvas entre 10 e 50mm abaixo da média climatológica, sendo que em algumas cidades da nossa região até 100 mm menor.
O Consórcio PCJ informou ainda no boletim que um possível cenário de crise hídrica durante o ano de 2022 pode ainda ser mais complexo diante do processo eleitoral que tende a politizar assuntos estritamente técnicos e recomendou que os municípios e empresas associados criem Grupos de Gestão de Crise Hídrica, com o objetivo de iniciar os debates com diversos setores da sociedade para traçar ações e planos de contingenciamento para um possível e crescente agravamento da disponibilidade hídrica.
Além disso, a entidade voltou a recomendar inciativas para ampliar a reserva de água e iniciar campanhas de sensibilização da comunidade sobre o uso eficiente da água. Dentre essas ações, podem ser destacadas: obras para ampliação de reserva de água bruta ou tratada, plantios ciliares, desassoreamentos, preservação de mananciais, recarga do lençol freático.
Da Redação
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