Além de universal, língua melhora raciocínio crítico

Por edicao_jp |
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Habilidade deixou de ser diferencial e ser requisito para desenvolvimento do cidadão global

O mundo globalizado gera, cada vez mais, a necessidade de comunicação entre os povos em todas as áreas possíveis, seja na educação, política, turismo e empresarial, onde o mercado não perdoa quem não fala outras línguas, principalmente o inglês. Para o professor e proprietário da escola Cel Lep, em Piracicaba, Pedro Carvalho, o inglês é a língua universal e se tornou a língua oficial em multinacionais de todo mundo. “Eu diria também pelo fato de o inglês ser uma língua lógica, mecânica e pobre comparada com o nosso rico português”, acrescenta. Considerando que uma língua seja um código de comunicação e cada indivíduo adquire a sua, Carvalho avalia que não há uma idade específica para a aquisição de outra língua. “Claro que os reais bilíngues são as crianças que adquirem outros idiomas cognitivamente, porém, todo mundo aprende em qualquer idade. Temos alunos com mais de 80 anos”, aponta. A diretora da escola Maple Bear, Ana Maria Fischer Angeli defende que há alguns anos a língua estrangeira deixou de ser um diferencial para ser um requisito base para o desenvolvimento de um cidadão global e de uma carreira com possibilidades mais amplas em um mundo conectado como o nosso.

“Há inúmeros estudos mostrando que a habilidade de resolução de problemas, por exemplo, é maior em indivíduos bilíngues. É como se o cérebro fosse mais apto a buscar outros caminhos. Ademais, o mundo que a nova geração irá viver pressupõe trocas, conexões e trabalho em grupo independente das barreiras como língua ou território”, afirma.

Quanto ao momento certo de iniciar o aprendizado, Ana Maria defende o ‘quanto antes melhor’. “O nosso cérebro é fisiologicamente preparado para desenvolver algumas habilidades, como a da comunicação, na primeira infância, quando a neuroplasticidade é muito maior.  Aqui na Maple Bear fazemos isso de maneira interativa e altamente eficiente. Quando os alunos conectam o aprendizado deles a situações da vida real, estão aplicando esse conhecimento de maneira significativa. Ao dar o estímulo correto, no contexto, de forma natural e não como memorização pura você aproveita deste momento chave para que o aprendizado seja muito mais fácil e muito mais duradouro. 

"Alguns pais têm receio de expor a criança nova a outra língua porque pensam na sua própria experiência de aprendizado, que foi por repetição e como segunda língua, já adolescente”, acrescenta.

INGLÊS NA PANDEMIA
Pedro Carvalho aponta que um dos efeitos da pandemia de covid-19 foi o grande número de home Office, exigindo cada vez mais a comunicação virtual.

“Acredito que, no nosso caso, a pandemia veio a acelerar o processo que já estava em desenvolvimento. Afinal a necessidade é a mãe da invenção”, aponta.

Usando a tecnologia como ferramenta no processo de aprendizagem a educação pode chegar de forma segura aos estudantes.

“A tecnologia veio para ficar no ensino. Isso não significa que vai substituir o presencial, pois a qualidade das relações humanas é o que há de essencial no desenvolvimento de qualquer habilidade. No entanto, a introdução da tecnologia mediada pelo professor , assim como a chamada gamificação de alguns conteúdos pode ajudar e muito na fixação de conteúdo e no desenvolvimento dos alunos”, afirma Ana Maria.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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