Merenda tem mais um dia de caos; JP teve acesso a relatório alimentar

Por Clube JP |
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Fotos vazadas: merendeiras trabalhando de chinelo, de blusa curta e tempero pronto na comida

O caos na merenda escolar continua: merendeiras sem treinamento ou ausência da profissional, unidades sem comida e indignação das antigas funcionárias da Nutriplus quanto ao retorno da empresa na cidade com pendências trabalhistas. “Infelizmente, o dia de hoje [ontem] continuou muito difícil para as escolas e para as crianças. As aulas aconteceram na maioria das escolas. As crianças se alimentaram pela boa vontade dos diretores e demais funcionários que ajudaram. Porém, as merendeiras continuam completamente perdidas, sem uniformes, sem EPIs (Equipamento de Proteção Individual) e sem treinamento”, diz a presidente do CAE (Conselho de Alimentação Escolar), Alessandra Siqueira.

https://youtu.be/VU6tYeCgYSA

Apesar dos 21 registros que o Jornal de Piracicaba teve acesso com exclusividade, a administração municipal só menciona a rede municipal – que também está com problemas assim como a estadual – não comenta o despreparo das merendeiras e não divulga o contrato na íntegra. “Na data de ontem (terça- -feira), nenhuma escola municipal teve interrupção em suas atividades por falta de merenda. Há problemas pontuais, que, reforçamos, não influenciaram no atendimento aos alunos. A expectativa da Secretaria de Educação é que até o fim desta semana esses problemas sejam completamente sanados. As refeições preparadas diretamente pelas merendeiras da rede municipal não sofreram nenhum problema, com fornecimento normal.”

O diretor presidente do Sintercamp (Sindicato dos Trabalhadores em Refeições de Campinas e Região), Paulo Eduardo Ritz, divulgou ontem (24) uma carta endereçada ao Executivo e Legislativo piracicabanos, denunciando a situação das ex-funcionárias da Nutriplus. “Merendeiras com anos de serviço ao município estão sem receber suas rescisões trabalhistas, mas estavam trabalhando na atual empresa [a Horto de Marataízes], agora ficaram desempregadas”. O procurador geral do município, Fábio Dionísio, explicou que a prefeitura teve que fazer uma contratação emergencial. “No entanto, existe uma contratação ordinária que está em andamento e o processo tem várias fases até a contratação”, explicou. Dionísio esclareceu também que o CNPJ da Nutriplus “ainda tem” certidões negativas de idoneidade. “A empresa trouxe documentação comprovando que tem aptidão”, afirmou.

Cristiane Bonin

cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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