A delegação paralímpica brasileira que participa dos Jogos Paralímpicos de Tóquio/2020, com início previsto para a próxima terça, dia 24, tem como objetivo terminar a competição entre as dez maiores potências na competição.
Nos Jogos Paralímpicos de Londres/2012, a delegação brasileira obteve a sua melhor performance fora do país com a conquista de 43 medalhas e a sétima posição no quadro geral de medalhas.
Nas Paralimpíadas do Rio de Janeiro/2016, o resultado foi ainda melhor e o país atingiu a somatória de 72 medalhas, 14 de ouro, 29 de prata e 29 de bronze. Apesar da oitava colocação no quadro de medalhas, o Brasil ultrapassou os resultados obtidos por países como Itália, Espanha, França, Canadá, Cuba e Coréia do Sul.
Nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, o Brasil vai estar representado com a delegação mais numerosa já registrada fora das fronteiras do país, com 260 representantes, sendo 164 homens e 96 mulheres, divididos em 20 modalidades.
A bicampeã na bocha, Evelyn de Oliveira, será uma das porta-bandeiras do Brasil na Cerimônia de Abertura dos Jogos Paralímpicos, marcada para a próxima terça, dia 24, a partir das 8h, no horário de Brasília. Ela vai carregar a bandeira brasileira ao lado do velocista Petrúcio Ferreira.
Medalha de ouro no Rio/2016, Evelyn treinou forte para sua segunda participação paralímpica e disse que as expectativas são grandes para subir no lugar mais alto do pódio novamente. “Nossa equipe é formada por super atletas e eu sou super privilegiada pelo time que tenho. A gente, graças a Deus, ao longo desses anos, tem construído uma amizade. Mais do que o trabalho dentro da quadra, temos uma afinidade fora também. E isso fortalece a nossa confiança para a competição.” - disse.
Em Tóquio, a expectativa do CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) é permanecer entre as dez potências na competição e atingir a 100ª medalha de ouro em solo japonês. "O esporte tem uma capacidade de resiliência que é inigualável. Desejamos que os atletas possam buscar a realização de tudo aquilo que se prepararam ao longo desses cinco anos e que consigam a melhor participação da nossa história. " - afirmou o presidente do CPB, Mizael Conrado, em reunião virtual com os atletas feita diretamente de Hamamatsu, no Japão, onde a delegação brasileira fez a aclimatação para a competição.
Histórico:
Em 1948, Ludwig Guttman organizou uma competição esportiva que envolvia veteranos da Segunda Guerra Mundial com lesão na medula espinhal. O evento foi realizado em Stoke Mandeville, na Inglaterra. Quatro anos mais tarde, competidores da Holanda uniram-se aos jogos e, assim, nasceu um movimento internacional – atualmente denominado de Movimento Paralímpico. Este fez com que os Jogos para atletas com deficiência fossem organizados pela primeira vez em Roma, em 1960.
Hoje, os Jogos Paralímpicos são um evento de esporte de alto rendimento. Por este motivo, os Jogos enfatizam mais as conquistas do que as deficiências dos participantes. O movimento tem crescido de maneira significativa desde seu início.
Desde os Jogos de Seul/1988, as Paralimpíadas têm sido sempre realizadas no mesmo ano e local dos Jogos Olímpicos. Em junho de 2001, foi assinado um acordo entre o COI (Comitê Olímpico Internacional) e o IPC (Comitê Paralímpico Internacional) que assegura esta prática para o futuro.
Edilson Morais
edilson.morais@jpjornal.com.br
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