População de Charqueada disse que foi prejudicada
Moradores de Charqueada que utilizam a SP-308 (rodovia Hermínio Petrin) para chegar a Piracicaba organizam um protesto contra a a cobrança de pedágio. A praça localizada no quilômetro 180 da via entrou em operação no último dia 28, com tarifas de R$ 5,50 para automóveis e R$ 2,80 para motos. Com cerca de 17 mil habitantes, a população de Charqueada se diz prejudicada por ter de pagar as duas taxas diariamente para trabalhar, usar serviços de saúde e fazer compras em Piracicaba.
A gerente de setor, Letícia Tamara Rissatto, disse que ela e o marido terão de desembolsar R$ 890 por mês para as despesas com o pedágio. Mesmo com o DUF – Desconto de Usuário Frequente - tecnologia anunciada pela Artesp (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo) para os usuários da rodovia, os moradores se dizem prejudicados. “Só para trabalho são R$ 360 mas como vou para fazer compras no mercado e médico gastarei cerca se 500 a 530, Meu marido vai gastar mais R$ 360”, apontou. Segundo Letícia, 80% da população de Charqueada trabalha em Piracicaba. “Charqueada é uma cidade dormitório, onde trabalhamos e dependemos muito de Piracicaba, na saúde, educação e muito mais”, disse.
Um grupo de moradores vais e reunir às 9h deste domingo (8) na restaurante parada do Lima, no quilometro 186 e descer a pé até a praça de pedágio. Não foi possível contato com a Artesp e a Eixo-SP, concessionária responsável pelo sistema Pipa (Piracicaba – Panorama) e que administra as rodovias da Região.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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