Seleção brasileira de futebol decide medalha de ouro contra a Espanha

Por Edilson Morais |
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Neste sábado, dia 7, penúltimo dia dos Jogos Olímpicos de Tóquio, a seleção brasileira masculina de futebol decide a medalha de ouro diante da Espanha, em partida que acontece a partir das 8h30, horário de Brasília, na cidade de Yokohama, no Japão.  O confronto tem transmissão ao vivo na TV aberta pela Rede Globo e nos canais por assinatura da BandSports e Sportv.

O Brasil sai em busca do bicampeonato olímpico após conquistar duas vitórias e um empate na fase de grupos. Nas quartas de final superou o Egito por 1 a 0 e na semifinal passou pelo México nas penalidades após empate em 0 a 0.

Os espanhóis venceram um jogo e empataram os outros dois confrontos para avançar na primeira posição na fase de grupos. Pelas quartas de final, a Espanha venceu a Costa do Marfim por 5 a 2 e derrotou o Japão por 1 a 0 na semifinal do torneio.

Se vencer a medalha de ouro em Tóquio, a seleção brasileira que é dirigida pelo técnico André Jardine coloca mais um título na galeria olímpica da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Além do ouro, conquistado nos jogos do Rio/2016, o Brasil tem outras três medalhas de prata e duas de bronze em toda a história dos Jogos Olímpicos. A seleção espanhola possui um ouro, conquistado em Barcelona/1992 e duas pratas.

Na véspera da decisão contra a Espanha, o treinador brasileiro falou sobre o processo de formação da equipe, num trabalho desenvolvido há dois anos e elogiou os três atletas com mais de 24 anos que compõem o elenco brasileiro.

"A gente tem conversado sobre isso, sobre como foi importante. Os três acima da idade deram um peso à nossa equipe, um toque de experiência, de maturidade que nos faltava. A gente sofreu no Pré-Olímpico, especialmente no sistema defensivo, que é onde carece de mais experiência. Normalmente os goleiros mais jovens jogam menos, os zagueiros mais jovens têm também baixa minutagem, isso é bastante comum. A experiência só vem com o tempo, com os jogos e com os jogos decisivos." – lembrou André Jardine.

"Falar de Dani, Santos e Diego Carlos é falar de experiência, de jogadores já firmados em seus clubes, vivendo o auge de suas carreiras. O Daniel, mesmo com 38 anos, em uma forma física impressionante. E a maturidade que ele tem fala por si dentro do jogo, decisões corretas, muito lúcido, realmente muito experiente. E um traço de liderança nos três que ajudou muito e dá um norte aos mais jovens, um rumo a seguir." – finalizou o treinador.

Edilson Morais

edilson.morais@jpjornal.com.br

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