Em 2 dias, 46 assinam termo de recusa à vacina contra covid-19

Por Clube JP |
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Documentos assinados vão ser enviados ao Ministério Público do Estado de São Paulo

Em dois dias 46 pessoas assinaram termo de recusa para tomar vacina contra a covid-19 em Piracicaba. A Secretaria de Saúde informou que disponibiliza o documento para que, quem se recuse receber a dose do imunizante, o assine no local de vacinação. Entre terça e quarta-feira, a pasta informou que houve 46 termos de recusa assinados. Os documentos vão ser enviados ao Ministério Público do Estado de São Paulo.

A reportagem questionou ontem ao órgão sobre o trâmite e efeito desses documentos, no entanto, até o fechamento desta matéria, não houve retorno. De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica de Piracicaba, até anteontem, 3.194 pessoas estavam em atraso para receber a segunda dose da vacina contra covid-19 na cidade, sendo 1.673 da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz e 1.521 da CoronaVac/Butantan. A Saúde explicou que não é possível caracterizar as pessoas em atraso para receber a segunda dose como recusa, uma vez que essas compareceram para receber a primeira dose. O atraso, segundo a pasta, pode ocorrer por diversos fatores, como esquecimento ou a pessoa ter sido diagnosticada com covid-19 entre as doses e, nesse caso, precisar esperar um período de 30 dias para receber a segunda dose, entre outros.

“O aumento no número de pessoas em atraso para receber a segunda dose se relaciona à aceleração da aplicação da primeira dose no município”, informou a secretaria. MORTES E CASOS Piracicaba teve ontem aumento no número de mortes por covid-19 ao mesmo tempo em que viu a taxa de ocupação da UTI–SUS (Unidade de Terapia Intensiva do Sistema Único de Saúde) cair ainda mais. A Secretaria da Saúde registrou sete óbitos, sendo três homens de 33, 56 e 75 anos e quatro mulheres de 42 a 78 anos de idade. Já os números de casos confirmados aumentaram em 124, chegando a 62.898. O total de mortos na cidade é de 1.253.Nesta quinta-feira a taxa de ocupação de UTI-SUS ficou em 63%, enquanto o setor público chegou a 60%. Os leitos de enfermaria do SUS foram ocupados em 35%, enquanto o setor privado acompanhou a taxa de ocupação da UTI e fechou em 60%.

Beto Silva

beto.silva@jpjornal.com.br

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