Justiça quer saber o motivo de a equipe não usar a numeração durante a disputa da Copa América
Fora dos gramados, a Copa América continua causando polêmicas e desta vez, o problema atingiu diretamente a comissão técnica da seleção brasileira masculina de futebol, que precisa explicar o motivo de não utilizar a camisa de número 24 entre seus jogadores que disputam a competição sul-americana de seleções. A limitar concedida pelo juiz Ricardo Cyfer, da 10ª vara cível da capital fluminense atendeu a uma ação apresentada pelo Grupo Arco Íris de Cidadania LGBT, que questiona a atitude da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). A seleção verde e amarela é a única que não utiliza a numeração durante as partidas da Copa América.
O Grupo Arco Íris questiona ainda se a não inclusão do número 24 nos uniformes é uma política deliberada e qual o departamento é responsável pela deliberação ou se existe alguma orientação da Fifa ou da Conmebol sobre o registro de atletas com a camisa 24.
A liminar questiona o fato de que em outras delegações de futebol participantes da Copa América, o número 24 é usado por atletas profissionais que defendem as suas seleções, como são os casos de Alejandro Dario Gómez, Papu Gómez, da Argentina e de Jaume Albert Cuéllar Mendoza, da Bolívia.
A ação lembra que a CBF tem “papel preponderante neste debate”, citando ainda o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça Desportiva que vai punir os clubes e os cantos homofóbicos de suas torcidas nos estádios. Alguns dos principais clubes do país já se posicionaram a favor da causa: Flamengo, Fluminense e Vasco.
Para o Grupo Arco Íris, o fato da numeração da seleção brasileira pular o número 24 reforça a conotação histórica cultural que envolve o número que é associado aos gays e isso é entendido como uma clara ofensa a comunidade LGBTI+ e uma atitude homofóbica.
Edilson Morais
edilson.morais@jpjornal.com.br
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