O juiz Luiz Antônio Cunha, da Vara do Júri e Execuções Criminais decidiu que o motorista do Corolla envolvido no Motorista do Corolla responde a dolo eventual e vai à júri popular. A advogada e irmã do réu Valéria Josias prometeu recorrer da decisão.
“Ainda cabe recurso, mas a minha decisão é que ele vá a júri nos termos da denúncia”, afirmou o magistrado.
Na denúncia do Ministério Público, o promotor Aluísio Antonio Maciel Neto considerou que o réu conduziu seu veículo em alta velocidade em uma avenida de muito movimento. “Da maneira como agiu, o indiciado impossibilitou a defesa das vítimas, eis que atingiu o seu veículo, em altíssima velocidade, a parte traseira do automóvel das vítimas, que trafegava pela mesma via, de forma inesperada, sem qualquer possibilidade de reação das vítimas”, cita trecho da denúncia.

Em entrevista ao JP, o réu reforçou a versão de não dirigia o carro e que teria sido dopado por um homem que teria conhecido na noite do acidente. “A narrativa de que fui dopado é verdadeira, mas só quero a verdade, que não estava embriagado”, relatou o motorista do Corolla.
O CASO
No domingo, 23 de agosto de 2020, o motorista Renê Aparecido Moura, 52, dirigia o veículo Fiat Uno da família, quando foi atingido pelo Corolla blindado. A dona de casa e Vilmar Alves Moura, 52, e seu filho Gabriel Alves Moura, 26, que estavam no carro, não resistiram. Renê foi socorrido e liberado no mesmo dia. Naquela ocasião, o condutor do Corolla foi autuado em flagrante.
Ele ficou cinco dias preso no CDP (Centro de Detenção Provisória), em Piracicaba e depois foi transferido para a Penitenciária de Tremembé. No entanto, no dia 7 de outubro foi colocado em liberdade após conseguir um habeas corpus.
Recentemente, o sobrevivente do acidente, relatou que foi buscar o filho no trabalho, acompanhado da esposa, quando sentiu um forte impacto. Ele olhou para a esposa e filho e tinha esperança que ambos pudessem ser socorridos, mas não resistiram.
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Cristiani Azanha
crisazanha@jpjornal.com.br