Dez moradias populares passam por situação de vulnerabilidade

Por Cristiane Bonin |
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Moradores pedem ação do Poder Público no combate ao tráfico e violência a menores de idade

Dez conjuntos habitacionais estão sofrendo com vulnerabilidade social e problemas de segurança – como casos de violações de direitos de crianças e adolescentes. Os problemas estão acontecendo em moradias populares como o Piracicaba 3, Ipê Amarelo e Vida Nova 1, 2, 3 e 4. Prefeitura e o gabinete da vereadora Silvia Morales (PV) alinhavaram uma força-tarefa para tentar solucionar os problemas. As informações são da assessoria de imprensa da Câmara Municipal de Piracicaba.

https://youtu.be/z2RHRp-vnRg


Os representantes dos moradores expuseram situações de vulnerabilidade social verificadas em dez empreendimentos na região, como adolescentes com riscos de serem aliciados e explorados pelo crime organizado e tráfico de entorpecentes; apartamentos vazios sendo invadidos para uso de drogas ilícitas; e registros recorrentes de violência doméstica contra mulheres. Eles também informaram casos de animais abandonados nos arredores dos condomínios e defendeu a necessidade de trabalhos de prevenção e combate à covid-19.

O grupo relatou aos representantes do Poder Público que, nesses locais, há “baixo acompanhamento efetivo” dos Conselhos Tutelares, falta de presença mais constante dos órgãos de proteção social e da Polícia Militar nos arredores dos conjuntos habitacionais e dificuldade no atendimento e na prestação de serviços da Caixa Econômica Federal e da Emdhap.

SOLUÇÕES
Um plano de ação para a execução de diversas medidas foi proposto, o qual inclui: realização de palestras e ações pelo Conselho Tutelar e serviços socioassistenciais em conjunto com o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente; cursos de capacitação para os síndicos dos condomínios; e promoção de projetos sociais, esportivos e culturais dentro dos condomínios.

A partir das ações previstas, uma nova reunião está programada para dezembro a fim de avaliar os resultados das medidas propostas.

O plano também indica ações informativas e preventivas sobre a covid-19; apoio aos moradores para a apresentação de denúncias de crimes e violações; permissão de atuação da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar dentro dos condomínios; e criação do Grupo Institucional do Poder Público.

As propostas englobam, ainda, o fortalecimento das ações individuais e coletivas por parte de moradores, síndicos e profissionais de atendimento à população para lidar com as situações de violação de direitos; a implementação do boletim de ocorrência social; a criação de redes de apoio entre os moradores para o fortalecimento de vínculos e apoio de cada localidade; e a realização de levantamento sobre os recursos destinados para oficinas, formações e programas sociais.

Entretanto, após quase dez dias da reunião entre representantes dos conjuntos habitacionais e Pode Público, o morador e comerciante Rodrigo Rodrigues, 28, afirma que nenhuma mudança foi perceptível na região. “Há princípio, não senti nenhuma melhoria. É necessário ser resolvida a parte de iluminação e recapeamento, tem bastante coisa a ser feita ainda.”

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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